TEMPO PRESENTE
Profissionais da pesca têm acesso à Justiça
Confira a coluna desta sexta-feira, 17


Já está funcionando o centro de informações dedicado a orientar profissionais da pesca sobre o “Caso Vazamento de Óleo”, ação coletiva internacional buscando reparação pelo desastre ambiental na costa brasileira em 2019.
O ponto de atendimento funciona na Associação de Pescadores da Boca do Rio e oferece, gratuitamente, esclarecimentos sobre quem pode participar da ação e apoio direto para o cadastramento.
A iniciativa acrescenta o roteiro de uma caravana percorrendo outras comunidades pesqueiras da Bahia, ampliando o alcance das informações a fim de viabilizar o acesso ao processo de reparação.
Para Tomás Mousinho, sócio do escritório Mishcon de Reya, responsável pela ação nas cortes da Inglaterra, a abertura do espaço físico é decisiva para garantir os direitos de milhares de pescadoras e pescadores.
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Representando mais de 110 mil profissionais, o presidente da Federação de Pescadores do Estado da Bahia (Fepesba), Aurelino José dos Santos, destaca o fato de o litoral baiano ter sido um dos mais afetados.
Estimativas da Bahia Pesca apontam cerca de 43 mil pescadores e marisqueiras prejudicados apenas entre Conde e Cairu. O desastre atingiu 4.334 quilômetros de costa em 11 estados, prejudicando 870 mil pessoas.
A iniciativa de organizar as multidões para acionar o Judiciário, em busca de reparação, serve como exemplo para uma ação semelhante a ser movida em São Tomé de Paripe, onde a comunidade “viu para crer” os efeitos de poluição.
Até agora, seis meses depois de aparecerem manchas azuis, matando peixes e caranguejos e inviabilizando as belas praias da região, não se sabe o culpado, tampouco como será a indenização de quem não pôde exercer a atividade da pesca.
“Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la”
Lula, presidente, após os Estados Unidos anunciarem uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros
Angola e Bahia no Pelô
O Pelourinho ferverá em ancestralidade no próximo dia 4. Ao estrear na literatura com O Abraço da Víbora-do-Gabão e Outros Sete Contos mágico-encantados, a pedagoga Carla Pita transforma a celebração de seus 50 anos, na mística Casa do Olodum, em um manifesto de cura e de resistência. Muito além de um simples lançamento, a obra – que inaugura a Editora Irê Afropedagogia – costura a tradição oral dos terreiros com vivências entre Angola e Bahia. É um resgate urgente e necessário que usa a literatura para confrontar o apagamento histórico e reafirmar, com altivez, o poder e a beleza de nossa identidade negra.
POUCAS & BOAS
O evento dançante de retomada do Clube do Choro Nadyr da Matta Pamplona acontece, hoje, 20h, na Associação Barreirense de Cultura e Desportos (ABCD), em Barreiras. O projeto do Instituto São Francisco de Arte e Cultura (Isfac), foi criado em 2015 pela iniciativa do multiartista Mário Sergio Araújo para congregar músicos, cantores e apreciadores do gênero musical. Para o evento desta sexta-feira estão confirmadas as apresentações do Grupo Samba Choro & Poesia, do Samba de Roda de Angola, da Cantora Tatty Lacerda e Grupo Chora Painho.
A abertura Oficial da 36ª edição da ExpoBonfim, movimenta, hoje, o Parque de Exposições de Senhor do Bonfim, a partir das 8h30, com a presença de autoridades locais e convidados, expositores e visitantes. O evento prossegue até domingo com diferentes atrações, palestras e debates sobre a agropecuária local. Organizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário e o Sindicato dos Produtores Rurais do município, tem a expectativa de receber caravanas de diversos municípios do Piemonte Norte do Itapicuru e outros territórios.
Em LEM, o setor cultural está trabalhando na assinatura dos Termos de Execução Cultural (TEC) para formalizar o apoio a projetos selecionados no Ciclo II da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab). O repasse de R$ 809.955,02 abrange áreas como audiovisual, artesanato, literatura, teatro, dança e artes visuais e permite que as ideias saiam do papel. O processo inclui a habilitação dos grupos artísticos junto ao Governo Federal e a elaboração do Plano de Aplicação dos Recursos.


