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Temer, a Previdência e a greve: o teste maior

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Paralisações são "prova de fogo" para o governo Temer
Paralisações são "prova de fogo" para o governo Temer - Foto: Dida Sampaio | Estadão Conteúdo

Projeto de lei para ser aprovado na Câmara dos Deputados precisa de maioria simples de um quórum mínimo de 257 deputados. Ao da reforma trabalhista bastariam 237 dos 473 presentes. Teve 296. Temer ganhou com folga. Com a Previdência, uma mudança constitucional, o jogo é outro. São necessários dois terços, ou 308 do conjunto dos 513 deputados. E o governo terá dificuldades na sua principal base de sustentação, o Congresso.

Somados, os deputados dos partidos aliados de Temer totalizam 382. Por aí, os governistas contabilizam 80 'traições'. A reforma trabalhista foi um teste. E deixou o governo à beira de um ataque de nervos.

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O detalhe é que na reforma da Previdência a reação popular é maior e entre os parlamentares também. Muita gente que votou a favor no primeiro caso já avisou que na questão previdenciária não embarca. O custo em termos de opinião popular é alto.

A greve geral de hoje, estimulada também por entidades como a CNBB, bota mais gasolina na pressão popular contra.

Se Temer perder a reforma da Previdência se complica politicamente bem mais.

Apoio a Temer — Ao pedir aos taxistas que transportem servidores municipais de graça, óbvio que ACM Neto tenta boicotar a greve de hoje. Ontem em Conquista, o secretário da Educação de lá, Gildásio Carvalho, chegou a dizer que não ia cortar ponto de quem não fosse trabalhar. Levou bronca do prefeito Herzem Gusmão (PMDB).

Prova que a greve incomoda.

Desunidos — Embora alguns evangélicos tenham fechado questão contra a reforma da Previdência, na trabalhista nem tanto. Erivelton Santana (PEN), Pastor Luciano (PR) e o Bispo Marinho (PRB) votaram sim. Já Irmão Lázaro (PSC), não. Pastor Luciano já disse que na Previdência é contra. Vamos ver os outros.

Foram tiros, tantos tiros que deu na gente. Como se fosse guerra que já tava acontecendo contra o índio

Quando é para ser, é para ser. Dizem que, se não joga, não tem como ganhar. E eu, que mal jogo, ganhei

Estreia inglória

Não foi das melhores a tentativa de ACM Neto em tirar proveito político de atos do governo federal ontem em Vitória da Conquista. Ele ainda ouviu gritos de 'governador, governador', mas, junto com o ministro Mendonça Filho (Educação), enfrentou protestos de estudantes e não gostou.

No fim da solenidade, o prefeito Herzem Gusmão (PMDB) convidou os dois para almoçar no restaurante Los Pampas. Os dois recusaram. Foram embora com fome.

Turma do barulho — Conquista foi o último grande rincão petista que a oposição a Rui Costa tomou ano passado com a vitória de Herzem Gusmão. Mas, se o PT saiu, ficou o ranço. Os estudantes do protesto nem eram tantos. Mas, cheios de tambores, fizeram um barulho de dar medo.

Dinamite pura

O ex-deputado Raimundo Sobreira foi nomeado pelo ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, para a Superintendência do Departamento Nacional de Pesquisas Minerais (DNPM) na Bahia.

Chegou lá com as bênçãos dos deputados federais Jutahy Júnior (PSDB) e João Carlos Paolilo Bacelar (PR).

– Tudo faremos para ampliar as pesquisas e a exploração mineral na Bahia, que já é forte. Conheço do ramo.

Sobreira já foi secretário das Minas e Energia no governo de Nilo Coelho. E diz que o potencial baiano é dos maiores do país.

POUCAS & BOAS

Figura afável, sempre de bem com a vida, Carlos Chagas, o comentarista político que ontem nos deixou a menos de um mês de completar 80 anos, a caminho do hospital avisou a filha que tinha assinado um cheque para pagar ao Leão. Até nisso foi responsável. Dívida do IR, em caso de morte, fica para os herdeiros.

O deputado Uldurico Júnior (PV) entrou com requerimento de urgência na Câmara pedindo a interferência do Legislativo para tirar da internet ou redes sociais conteúdos como o Baleia Azul, que induzem pessoas ao suicídio.

A assessoria da Secretaria da Segurança Pública diz que todas as taxas de homicídios por 100 mil habitantes apresentadas pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal, de cidades baianas, estão erradas. Diz desconhecer a instituição, que os dados estão completamente distorcidos e que em nenhum momento foi procurada para fornecer informações. Ok. Mas o Mapa da Violência mostra que na Bahia a violência cresce, que no Nordeste é maior, e só em Pernambuco cai.

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