Xadrez resgata a lendária Ruth Cardoso
Gina Leite busca recuperar a memória de Ruth Cardoso, baiana pentacampeã de xadrez esquecida na história do esporte

Contar a história de uma baiana pentacampeã brasileira de xadrez e duas vezes campeã das Américas, capaz de conquistar a amizade de Bobby Fischer e dos principais jogadores do mundo, mas desconhecida dos baianos na atualidade.
Esta é a missão da enxadrista Gina Leite ao perceber a lacuna na memória da Bahia, considerando absurdo o apagamento da trajetória de Ruth Cardoso.
Gina teve o insight ao disputar um torneio dedicado a uma referência feminina do xadrez, no entanto, ao homenagear Ruth Cardoso, nenhuma das competidoras sabia nada dela, exceto o nome.
A cada entrevista e busca documental, a vontade de pesquisar aumenta pela dificuldade de acesso a informações da vida da campeã, personalidade neurodivergente, como é comum no esporte mental.
— Vou a Belmonte dia 14, onde Ruth viveu, para dar palestra na biblioteca Sosígenes Costa e tentar localizar algum parente ou idoso que conviveu com ela e saiba dizer algo confiável — diz Gina Leite, gerente de uma ONG ambientalista.
Gina já sabe que Ruth Cardoso não deixou herdeiro, mas a geração do xadrez dos anos 1980 conviveu com ela, muito querida pela turma, tendo a pesquisadora agradecido a pista de uma fonte, o engenheiro Edson Teixeira.
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O fascínio aumenta quando se coteja o tempo de Ruth, no qual ser mulher enxadrista era quase uma história de Dolos, com a atualidade das questões de gênero, sobressaindo-se a revelação Valentina Magalhães, de 13 anos, de Conquista.
São as mulheres as organizadoras do programa Xadrez de Rua, incentivando a formação de pessoas sem acesso à modalidade, embora venha sobrevivendo ao assédio das Inteligências Artificiais.
Tanto quanto possível, nós temos que buscar a não judicialização, a automatização do atendimento a partir de demandas específicas. O médico determina, não é?
Morosidade fundiária
Após quase duas décadas de tramitação judicial, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) segue sem concluir a regularização fundiária das comunidades de Ribeirão do Paneleiro, Batalha e Lagoa do Arroz, no sudoeste baiano.
A 11ª Turma do TRF-1 manteve decisão que impõe ao órgão prazo adicional de um ano e multa diária de R$ 500 em caso de novo descumprimento.
O relator, desembargador federal Newton Ramos, reconheceu a omissão do poder público diante da demora.
O caso expõe a lentidão estatal na titulação de territórios tradicionais, entre eles comunidades quilombolas e afro-indígenas ainda à espera de garantia formal de posse.
POUCAS & BOAS
A premiação do Concurso Literário e do Desfile Literário, a partir das 18h de hoje é um dos eventos programados para o encerramento da 4ª Feira Literária de Capim Grosso (Flicg).
Com o tema ‘Entre Rotatórias e Saberes – Vozes da Literatura Ecoando Cultura’, a programação foi aberta na quinta-feira e está agitando a vida artística e cultural da cidade com eventos como lançamento de livros e mesas redondas.
Uma das atrações de hoje é o membro da ABL e da ALB, escritor Antônio Torres, que fará palestra às 14h15. À noite os shows serão com Flaira Ferro e Mateus Zig, dentre outros artistas.
‘No Calor do Meu Colo’ é o tema da exposição da ceramista feirense Maria Silvana, que está em cartaz na Galeria Carlo Barbosa do Centro Universitário de Cultura e Arte da Universidade Estadual de Feira de Santana (Cuca/Uefs).
Formada em odontologia, ela faz homenagem póstuma à sua mãe, Milma Carvalho Sampaio. Com entrada gratuita, a visitação está aberta até 18 de junho.
Em Luís Eduardo Magalhães será lançada amanhã a campanha Maio Laranja/2026. Com início às 10h, o evento acontece no auditório da prefeitura, na Praça dos Três Poderes.
A iniciativa tem foco no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes e é organizada pela Secretaria Municipal da Cidadania, em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
No município as ações visam conscientizar a população para a proteção da infância e da adolescência, estimular denúncias e acompanhar situações de violação de direitos.
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