CHEGANDO AO FIM
As "ajudas" a Messi e Trump anulando cartão: o lado B da Copa de 2026
Torneio disputado em três países provocou amplos debates entre os torcedores


A Copa do Mundo disputada nos Estados Unidos, Canadá e México — que será encerrada neste domingo, 19, com a final entre Espanha e Argentina — além da participação de 48 seleções pela primeira vez na história, será marcada por polêmicas dentro e fora de campo.
Além das quatro linhas, as controvérsias já começaram durante o sorteio dos grupos. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu da Fifa um "Prêmio da Paz" pelo suposto papel no encerramento dos conflitos no mundo.
Trump manda e Fifa suspende cartão vermelho
Também fora de campo, Trump usou da sua influência sobre o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para dar uma ajuda à seleção norte-americana.

Durante a competição, o atacante Folarin Balogun foi expulso na partida contra a Bósnia, pela fase de 16-avos de final. Após a punição, o republicano pediu à entidade que comanda o futebol mundial para anular o cartão vermelho — ele acabou sendo atendido.
Balogun, assim, pode atuar contra a Bélgica, nas oitavas de final, mas não conseguiu evitar a eliminação dos norte-americanos diante dos europeus, por 4 a 1.
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Queda de braço com o Irã
A guerra dos Estados Unidos contra o Irã acabou surtindo efeitos também nesta Copa do Mundo. A equipe asiática, que jogou todas as suas três partidas da primeira fase nos Estados Unidos, teve de cumprir um rigoroso protocolo ao entrar no país comandado por Trump — a base iraniana foi na cidade de Tijuana, no norte do México.
Entre as exigências esteve a de deixar o país logo após o encerramento dos jogos. A equipe acabou eliminada da Copa, mas sem perder um jogo: foram três empates contra Bélgica, Nova Zelândia e Egito.
Proteção à Argentina
Mas, sem dúvida, o principal alvo das polêmicas, dentro e fora de campo, foi a Argentina de Lionel Messi. A equipe alviceleste foi acusada de ser favorecida pela Fifa desde o sorteio.
Além de pegar um grupo considerado mais tranquilo, com Áustria, Jordânia e Argélia, teria jogos teoricamente menos duros contra adversários como Cabo Verde e Egito, facilitando o seu caminho até a final.

O pisão que ninguém viu
Dentro das quatro linhas, algumas decisões da arbitragem chamaram atenção. Na partida de estreia, contra a Argélia, Messi deu um pisão na panturrilha do jogador adversário, mas sequer recebeu uma advertência verbal. Nem o VAR "foi chamado" para analisar o lance.
Em outros jogos decisivos, os juízes também foram alvo de críticas por decisões que, na teoria, favoreceram os "hermanos". Entre os torcedores mais fervorosos contra o atual campeão mundial, há quem diga que o torneio deste ano foi direcionado para os comandados por Lionel Messi, que fará sua despedida de Mundiais.


