MANIFESTAÇÃO
Às vésperas da Copa, protesto invade sede do governo mexicano
Grupo dissidente de educadores intensifica protestos e pressiona o governo mexicano antes da Copa
A poucos dias do início da Copa do Mundo, o México voltou a registrar protestos ligados à categoria da educação. Nesta quarta-feira, 3, manifestantes invadiram um prédio do governo federal na Cidade do México, intensificando a mobilização organizada por um grupo dissidente do sindicato dos professores, a CNTE (Coordenadora Nacional dos Trabalhadores da Educação).
As manifestações acontecem às vésperas da abertura do torneio, marcada para o próximo dia 11, no Estádio Azteca. Os integrantes da CNTE reivindicam reajustes salariais e a revogação de uma reforma previdenciária, além de cobrarem respostas do governo federal para suas demandas.
Durante o ato desta quarta, os manifestantes ocuparam a sede da Secretaria de Educação Pública. De acordo com fontes do órgão, integrantes do movimento danificaram uma guarita de segurança, acessaram o pátio interno do prédio e quebraram vidraças na área do lobby. Imagens exibidas pela televisão mexicana também mostraram um pequeno foco de incêndio nas dependências do edifício, controlado por seguranças que atuavam no local.
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Apesar da escalada dos protestos, o governo mexicano reafirmou que não pretende responder às manifestações com ações repressivas. A presidente do país, Claudia Sheinbaum, criticou os atos de vandalismo e voltou a defender o diálogo entre as partes.
"Não vamos cair na provocação. Por que quebrar janelas quando existe a porta aberta para uma negociação?", declarou a mandatária.
Segundo a CNTE, as mobilizações devem continuar durante a disputa da Copa do Mundo caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas pelas autoridades.
Desde segunda-feira, 1, a polícia mantém bloqueado o acesso à Praça do Zócalo, região central da capital mexicana que abriga o Palácio Nacional e também será palco da "fan fest" oficial do Mundial. Na terça-feira, professores ligados ao movimento derrubaram estátuas de aproximadamente cinco metros de altura que representavam jogadores de países participantes da competição, sem que houvesse intervenção das forças de segurança presentes no local.