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Casa Branca defende veto a árbitro e membros do Irã na Copa

Governo dos Estados Unidos afirma que decisão foi motivada por questões de segurança

Redação
Por Redação
Árbitro Omar Artan teve entrada negada nos EUA, enquanto integrantes da delegação iraniana enfrentam restrições para o Mundial.
Árbitro Omar Artan teve entrada negada nos EUA, enquanto integrantes da delegação iraniana enfrentam restrições para o Mundial. - Foto: FRANCK FIFE / AFP

A um dia do início da Copa do Mundo de 2026, a política migratória dos Estados Unidos voltou a gerar repercussão nos bastidores da competição. Nesta terça-feira, 9, Andrew Giuliani, diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para o Mundial, justificou a decisão do governo norte-americano de negar a entrada no país a integrantes da delegação iraniana e ao árbitro somali Omar Artan.

Durante evento promovido pelo Atlantic Council, em Washington, Giuliani afirmou que as restrições adotadas não afetaram jogadores nem membros das comissões técnicas das seleções classificadas para o torneio.

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"Até este momento, tivemos 35 equipes que vieram aos Estados Unidos", declarou. "Não foi negada a entrada a nenhum jogador nem a nenhum treinador".

Segundo o dirigente, algumas negativas ocorreram exclusivamente em relação a dirigentes e integrantes de delegações que, de acordo com as autoridades americanas, representam preocupações de segurança.

"Houve alguns dirigentes aos quais a entrada foi negada, e por razões muito boas", acrescentou.

Giuliani explicou que o governo busca equilibrar a realização segura da Copa do Mundo com os rígidos controles migratórios adotados pelo país.

"Estamos buscando esse equilíbrio entre garantir que qualquer agente mal-intencionado que tente entrar no país sob o pretexto da Copa do Mundo não tenha acesso aos Estados Unidos", afirmou.

Árbitro somali barrado

Um dos casos mais comentados envolve Omar Artan, de 34 anos. Ele havia sido escalado para atuar na Copa do Mundo e poderia se tornar o primeiro árbitro da Somália a apitar partidas do torneio. Eleito árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025, Artan teve sua entrada negada no aeroporto de Miami no último sábado.

Questionado sobre o episódio, Giuliani evitou detalhar os motivos da decisão.

"Embora eu não possa entrar em detalhes, o que posso dizer, em linhas gerais, é que foi por uma razão muito boa", declarou.

Posteriormente, um porta-voz do Departamento de Estado informou à AFP que Artan "é suspeito de estar vinculado a supostos integrantes de organizações terroristas", situação que, segundo o órgão, impede sua admissão em território norte-americano.

A Somália está entre os países atingidos pelas restrições de entrada implementadas pela administração do presidente Donald Trump.

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Irã enfrenta obstáculos logísticos

Outra situação que chamou atenção envolve a seleção do Irã. Por causa do conflito no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro após ataques dos Estados Unidos e de Israel a Teerã, a equipe iraniana precisou alterar sua logística para o torneio.

A delegação transferiu sua base de treinamentos de Tucson, no estado do Arizona, para Tijuana, no México. Além disso, a Federação Iraniana de Futebol informou que parte de sua equipe de apoio teve os vistos negados e que a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos foi cancelada.

Apesar disso, Giuliani garantiu que os profissionais responsáveis pelo trabalho esportivo da seleção poderão entrar normalmente nos Estados Unidos.

"toda a comissão técnica iraniana vai entrar", afirmou.

O dirigente voltou a mencionar que as restrições atingem apenas determinados integrantes da delegação.

"há alguns dirigentes iranianos que não vão entrar, novamente, por razões muito boas".

Sem apresentar detalhes adicionais, Giuliani sugeriu que algumas pessoas vinculadas à delegação poderiam não exercer as funções declaradas.

"não pode entrar em detalhes", mas que "há algumas pessoas que dizem ser treinadores e talvez não sejam".

Segurança reforçada para o Mundial

Ao comentar os preparativos para a Copa do Mundo, Giuliani destacou que o governo americano pretende garantir igualdade de condições para todas as seleções participantes, sem abrir mão dos protocolos de segurança nacional.

Segundo ele, a administração de Donald Trump busca impedir que pessoas ligadas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã tenham acesso ao país durante a realização do torneio.

O dirigente também afirmou que, neste momento, não existem ameaças concretas contra a Copa do Mundo de 2026. Ainda assim, revelou que os órgãos de inteligência ampliaram significativamente o monitoramento de possíveis riscos.

De acordo com Giuliani, a comunidade de inteligência dos Estados Unidos "triplicou" seus esforços de vigilância e seguirá acompanhando o cenário internacional até o encerramento da competição, previsto para 19 de julho.

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