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Conheça os maiores artilheiros da história das Copas do Mundo

Com recorde podendo ser quebrado na Copa de 2026, conheça os 16 jogadores que passaram dos dez gols

Marina Branco
Por
Maiores artilheiros da história das Copas
Maiores artilheiros da história das Copas - Foto: Luan Julião I Ag. A TARDE I ChatGPT

Quando se pensa em Pelé, maior jogador da história, sempre se pensa em gols. Os mil gols do brasileiro o consagraram mundialmente, usando o grande momento de qualquer partida de futebol como palco para seu sucesso - a bola entrando na rede.

Em Copa do Mundo, então, o gol ele ganha peso de eternidade, e se torna o lance que decide títulos, muda carreiras, constrói mitos nacionais e transforma jogadores em personagens definitivos da história do esporte.

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Desde 1930, quando a primeira edição do Mundial foi disputada, mais de 1,3 mil jogadores já balançaram as redes no torneio. Ao todo, considerando as 22 edições realizadas até 2022, foram 2.720 gols marcados.

Mesmo assim, entrar no grupo dos grandes goleadores da Copa é uma raridade - apenas 16 atletas conseguiram alcançar a marca de dez gols ou mais na competição.

No topo dessa lista está Miroslav Klose. O alemão marcou 16 gols em 24 jogos, distribuídos por quatro Copas, e se tornou o maior artilheiro da história do torneio. Logo atrás aparecem Ronaldo Fenômeno, com 15 gols pelo Brasil, e Gerd Müller, com 14 pela Alemanha Ocidental.

O ranking ainda reúne nomes como Just Fontaine, Lionel Messi, Kylian Mbappé, Pelé, Sándor Kocsis, Jürgen Klinsmann, Gabriel Batistuta, Gary Lineker, Teófilo Cubillas, Thomas Müller e Grzegorz Lato.

Há jogadores que construíram suas marcas pela regularidade em várias edições, como Klose, Ronaldo, Messi e Klinsmann, enquanto outros fizeram campanhas avassaladoras em uma única Copa, como Fontaine, em 1958, e Kocsis, em 1954. Há, ainda, casos como Mbappé, que ainda está em atividade e já ameaça reescrever a história.

Ranking dos maiores artilheiros da história das Copas

  • 1º - Miroslav Klose, Alemanha: O alemão é o maior artilheiro da história da Copa do Mundo, com 16 gols em 24 jogos. Marcou nas edições de 2002, 2006, 2010 e 2014.
  • 2º - Ronaldo, Brasil: O Fenômeno aparece logo atrás, com 15 gols em 19 jogos. Balançou as redes nas Copas de 1998, 2002 e 2006.
  • 3º - Gerd Müller, Alemanha Ocidental: O "Bombardeiro" alemão marcou 14 gols em apenas 13 partidas, nas Copas de 1970 e 1974.
  • 4º - Just Fontaine, França: O francês fez 13 gols em apenas seis jogos, todos na Copa de 1958, na Suécia.
  • 4º - Lionel Messi, Argentina: Messi também soma 13 gols, marcados ao longo de 26 partidas. Ele balançou as redes nas edições de 2006, 2014, 2018 e 2022.
  • 6º - Kylian Mbappé, França: Mbappé tem 12 gols em 14 jogos, marcados nas Copas de 2018 e 2022.
  • 6º - Pelé, Brasil: Pelé também marcou 12 gols em 14 partidas. Fez gols nas quatro Copas que disputou: 1958, 1962, 1966 e 1970.
  • 8º - Sándor Kocsis, Hungria: O húngaro marcou 11 gols em apenas cinco partidas, todos na Copa de 1954.
  • 8º - Jürgen Klinsmann, Alemanha: Klinsmann soma 11 gols em 17 jogos, distribuídos pelas Copas de 1990, 1994 e 1998.
  • 10º - Helmut Rahn, Alemanha Ocidental: Rahn marcou 10 gols em 10 jogos, nas edições de 1954 e 1958.
  • 10º - Gabriel Batistuta, Argentina: O argentino fez 10 gols em 12 partidas, nas Copas de 1994, 1998 e 2002.
  • 10º - Gary Lineker, Inglaterra: Lineker marcou 10 gols em 12 jogos, nas edições de 1986 e 1990.
  • 10º - Teófilo Cubillas, Peru: Cubillas também soma 10 gols, marcados em 13 partidas, nas Copas de 1970 e 1978.
  • 10º - Thomas Müller, Alemanha: Thomas Müller marcou 10 gols em 16 jogos, nas edições de 2010 e 2014.
  • 10º - Grzegorz Lato, Polônia: Lato completa o grupo dos jogadores com 10 gols, feitos em 20 partidas, nas Copas de 1974, 1978 e 1982.

Klose, o recordista da regularidade

Miroslav Klose talvez não seja o nome mais famoso entre os maiores atacantes da história, mas nenhum jogador marcou mais gols do que ele em Copas do Mundo. Foram 16 gols em 24 partidas, entre 2002 e 2014, em uma trajetória marcada por consistência, longevidade e presença constante em campanhas fortes da Alemanha.

Tudo começou na Copa de 2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão, e já de maneira avassaladora - Klose marcou cinco gols, incluindo um hat-trick logo na estreia, na goleada alemã por 8 a 0 sobre a Arábia Saudita. Quatro anos depois, jogando em casa, voltou a marcar cinco vezes e terminou a Copa de 2006 como artilheiro da competição.

Miroslav Klose pela Alemanha
Miroslav Klose pela Alemanha - Foto: FIFA

Em 2010, na África do Sul, já mais experiente, fez mais quatro gols. A consagração definitiva veio em 2014, no Brasil. Na semifinal contra a Seleção Brasileira, no Mineirão, Klose marcou o segundo gol da Alemanha na histórica goleada por 7 a 1 e ultrapassou Ronaldo Fenômeno, assumindo sozinho o posto de maior artilheiro da história das Copas.

O recorde foi conquistado justamente em solo brasileiro, contra o país do jogador que até então ocupava a liderança. Klose fechou sua carreira em Mundiais com o título de 2014, depois de ter disputado duas finais e marcado em quatro edições consecutivas.

Ronaldo Fenômeno, o maior brasileiro

Ronaldo Nazário, o Fenômeno, é o segundo maior artilheiro da história das Copas e o maior goleador brasileiro no torneio, superando até mesmo Pelé. Foram 15 gols em 19 partidas, divididos entre 1998, 2002 e 2006.

A primeira convocação, no entanto, veio antes - ele esteve no grupo campeão de 1994, nos Estados Unidos, ainda com 17 anos, mas não entrou em campo.

Quatro anos depois, na França, Ronaldo já era um dos grandes atacantes do mundo, marcou quatro gols em 1998 e ajudou o Brasil a chegar à final. Mas foi em 2002, na Copa disputada no Japão e na Coreia do Sul, que viveu seu momento mais brilhante com a camisa da Seleção.

Ronaldo Fenômeno pelo Brasil
Ronaldo Fenômeno pelo Brasil - Foto: CBF

O Fenômeno marcou oito gols, foi artilheiro da competição e fez os dois gols da vitória por 2 a 0 sobre a Alemanha na decisão, garantindo o pentacampeonato brasileiro.

Em 2006, mesmo convivendo com problemas físicos, lesões e cirurgias acumuladas ao longo da carreira, Ronaldo ainda marcou três vezes. Com isso, chegou a 15 gols e ultrapassou Gerd Müller, tornando-se, naquele momento, o maior artilheiro da história das Copas. O recorde permaneceria com ele até 2014, quando Klose o superou.

Gerd Müller, o "Bombardeiro"

Antes de Ronaldo e Klose, o dono do recorde era Gerd Müller. O alemão marcou 14 gols em apenas 13 jogos, média superior a um gol por partida, número cada vez mais raro no futebol atual.

Na Copa de 1970, no México, Müller fez dez gols e terminou como artilheiro do torneio. A campanha incluiu dois hat-tricks, contra Hungria e Peru, em uma edição que terminou com o Brasil tricampeão mundial. Quatro anos depois, jogando a Copa em casa, marcou mais quatro vezes.

Gerd Müller pela Alemanha Ocidental
Gerd Müller pela Alemanha Ocidental - Foto: Imortais do Futebol

O gol mais importante veio na final de 1974, contra os Países Baixos, quando Müller fez o gol da vitória por 2 a 1 e garantiu o título da Alemanha Ocidental. Centroavante clássico, de movimentação curta, posicionamento letal e enorme capacidade de finalizar dentro da área, ele construiu um recorde que por décadas pareceu intocável até a chegada de Fenômeno.

Just Fontaine e o recorde impossível

Apesar do quarto lugar geral, nenhum jogador teve uma campanha goleadora tão impressionante quanto Just Fontaine. O francês disputou apenas uma Copa do Mundo, em 1958, na Suécia, mas marcou 13 gols em seis partidas. Até hoje, é o recorde de gols em uma única edição do torneio, e promete continuar sendo por muito tempo.

Fontaine marcou em todos os jogos da França naquela Copa. Fez hat-trick na estreia contra o Paraguai e anotou quatro gols na decisão do terceiro lugar, quando os franceses venceram a Alemanha por 6 a 3. Mesmo sem chegar à final e sem conquistar o título, terminou eternizado.

Just Fontaine pela França
Just Fontaine pela França - Foto: Imortais do Futebol

Enquanto Klose, Ronaldo, Messi e Klinsmann precisaram de várias edições para acumular gols, Fontaine construiu sua marca em um único torneio com uma média absurda de 2,17 gols por partida.

Hoje em dia, em uma Copa moderna, marcada por defesas compactas, preparação física intensa e jogos mais equilibrados, repetir esse feito parece cada vez mais distante.

Messi e o título que faltava

Chega, então, um dos nomes mais famosos ainda em atividade - Lionel Messi, argentino que aparece com 13 gols em 26 jogos. Ele é também o jogador que mais vezes atuou em Mundiais, com presença em cinco edições, sendo 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022, além da Copa de 2026, que também contará com a presença do craque.

A relação de Messi com a Copa mudou de patamar no Catar. Antes de 2022, ele somava seis gols em três edições nas quais havia marcado, em 2006, 2014 e 2018. Na campanha do título argentino, no entanto, balançou as redes sete vezes e foi decisivo em todas as fases eliminatórias.

Lionel Messi pela Argentina
Lionel Messi pela Argentina - Foto: FIFA

Messi marcou nas oitavas, nas quartas, na semifinal e na final. Contra a França, fez dois gols no empate por 3 a 3 e depois viu a Argentina vencer nos pênaltis. A conquista de 2022 transformou sua trajetória em Copas, o levando de craque cobrado pelo título que faltava a capitão campeão mundial e um dos maiores goleadores da história do torneio.

Mbappé, o futuro líder do ranking

No entanto, se Klose precisa ter medo de alguém, esse alguém é Kylian Mbappé. Com apenas duas Copas disputadas, o francês já marcou 12 gols em 14 jogos, foi campeão em 2018, vice em 2022 e marcou em ambas as finais, sendo na última um hat-trick.

Aos 19 anos, na Rússia, Mbappé foi protagonista do título francês. Quatro anos depois, no Catar, terminou como artilheiro da Copa de 2022 e marcou três vezes na final contra a Argentina, em uma das maiores atuações individuais em decisões de Mundial.

O dado impressiona ainda mais quando comparado ao futebol contemporâneo. Em uma era em que muitas Copas têm artilheiros com cinco ou seis gols, Mbappé mantém média de 0,86 gol por jogo no torneio.

Kylian Mbappé pela França
Kylian Mbappé pela França - Foto: Reprodução I Instagram

Com 12 gols, está a apenas quatro de igualar Klose e a cinco de ultrapassá-lo, tendo apenas 27 anos de idade e sem dúvidas mais edições de Copa pela frente. Para 2026, ele chega como um dos principais favoritos à artilharia, podendo ultrapassar o líder ainda este ano.

Hoje, Mbappé vive o auge físico e técnico, lidera uma França apontada entre as favoritas ao título e tem histórico comprovado de eficiência em Copas. Além disso, vem vivendo um excelente momento como goleador na temporada 2025/26 pelo Real Madrid, com 41 gols em 41 jogos até então.

Pelé, o maior campeão

Dono dos tão famosos "mil gols", Pelé marcou 12 deles em 14 jogos de Copa do Mundo. Mais do que isso, é o único jogador tricampeão mundial como atleta, com títulos em 1958, 1962 e 1970.

Sua história em Copas começou cedo. Em 1958, na Suécia, Pelé tinha apenas 17 anos quando estreou contra a União Soviética, marcou seu primeiro gol nas quartas de final contra o País de Gales e se tornou o jogador mais jovem a balançar as redes em uma Copa.

Pelé pelo Brasil
Pelé pelo Brasil - Foto: Museu do Futebol

Na semifinal, fez três gols contra a França. Na final, marcou novamente, ajudando o Brasil a vencer os donos da casa e conquistar seu primeiro título mundial.

Ao todo, Pelé fez seis gols em 1958. Depois, marcou uma vez em 1962, edição em que se lesionou, e uma vez em 1966, Copa marcada por violência e eliminação precoce do Brasil. Em 1970, no México, voltou a ser protagonista em uma das seleções mais celebradas da história, marcando quatro gols na campanha do tricampeonato.

Kocsis, o "Cabeça de Ouro"

Mais um dos grandes nomes das Copas, Sándor Kocsis marcou 11 gols em apenas cinco jogos na Copa de 1954, pela Hungria. Sua média de 2,2 gols por partida é uma das maiores da história do torneio até hoje, o eternizando nos rankings históricos.

Ele foi o principal finalizador da seleção húngara que encantou o mundo naquela década e eliminou o Brasil no Mundial da Suíça. Conhecido como "Cabeça de Ouro", Kocsis se destacava pela força no jogo aéreo, mas também tinha chute potente e grande presença de área.

Sándor Kocsis pela Hungria
Sándor Kocsis pela Hungria - Foto: Imortais do Futebol

A Hungria terminou aquela Copa com o vice-campeonato, derrotada pela Alemanha Ocidental na final. Ainda assim, a campanha de Kocsis permanece como uma das maiores exibições individuais de um artilheiro em uma única edição, atrás apenas dos 13 gols de Just Fontaine em 1958.

Klinsmann, símbolo alemão dos anos 1990

Jürgen Klinsmann também chegou aos 11 gols em Copas, tendo disputado três edições, em 1990, 1994 e 1998, e sido campeão mundial com a Alemanha em 1990.

Além do impacto real em campo, Klinsmann acabou se tornando uma espécie de figura cult do futebol dos anos 1990, lembrado até por sua "versão digital" em jogos de videogame, como o atacante Sieke, de International Superstar Soccer.

Jürgen Klinsmann pela Alemanha
Jürgen Klinsmann pela Alemanha - Foto: FIFA

No ranking histórico, representa a continuidade da escola alemã de grandes goleadores, ao lado de Müller, Klose, Rahn e Thomas Müller.

O grupo dos dez gols

Mesmo abaixo dos nove citados, chegar aos dez gols em Copas já é suficiente para entrar em um grupo extremamente restrito. Entre os jogadores com essa marca estão Helmut Rahn, Gabriel Batistuta, Gary Lineker, Teófilo Cubillas, Thomas Müller e Grzegorz Lato.

Rahn marcou dez gols pela Alemanha Ocidental em 1954 e 1958. Batistuta fez o mesmo pela Argentina em três edições, entre 1994 e 2002, consolidando-se como um dos maiores centroavantes de sua geração. Lineker, da Inglaterra, chegou à marca em apenas duas Copas, 1986 e 1990, com média de 0,83 gol por jogo.

Thomas Müller pela Alemanha
Thomas Müller pela Alemanha - Foto: FIFA

Cubillas colocou o Peru no mapa dos grandes artilheiros, com dez gols em 1970 e 1978. Thomas Müller, campeão com a Alemanha em 2014, marcou dez vezes entre 2010 e 2014. Já Grzegorz Lato, da Polônia, somou seus dez gols em três edições, entre 1974 e 1982.

Goleadores do Brasil

A partir do ranking, uma coisa é clara - ainda que não tenha a liderança individual, o Brasil é a maior potência histórica da Copa do Mundo, e não decepciona em gols. País com mais títulos e o único que disputou todas as edições entre 1930 e 2026, não faltam goleadores na Seleção Brasileira.

Ronaldo é o maior artilheiro brasileiro em Copas, com 15 gols, seguido por Pelé, com 12. Depois aparecem nomes que marcaram épocas diferentes da Seleção, como Ademir de Menezes, Vavá, Jairzinho e Rivaldo.

Ademir de Menezes fez nove gols em 1950, edição disputada no Brasil. Vavá também marcou nove, sendo decisivo nos títulos de 1958 e 1962. Jairzinho chegou à mesma marca e tem um feito único, tendo balançado as redes em todos os jogos da Copa de 1970, campanha do tricampeonato. Rivaldo, campeão em 2002, encerrou sua trajetória em Mundiais com oito gols.

Alemanha e França no topo de artilharia

Entre as seleções com mais nomes no topo, Alemanha e França se destacam. A escola alemã produziu artilheiros de diferentes perfis e épocas, entre Gerd Müller, Helmut Rahn, Jürgen Klinsmann, Miroslav Klose e Thomas Müller.

Esses nomes e muitos outros ajudam a explicar a regularidade alemã em Copas, com campanhas longas, finais frequentes e uma tradição de atacantes eficientes.

A França, por sua vez, tem dois casos extraordinários - Just Fontaine, recordista de gols em uma única edição, com 13 em 1958, e Mbappé, grande nome da era atual, com 12 gols em apenas duas Copas e possibilidade real de subir ao topo do ranking.

Por que ficou mais difícil marcar tantos gols em Copas?

O ranking dos maiores artilheiros também revela uma mudança importante no futebol. Entre as décadas de 1950 e 1970, era mais comum ver jogadores ultrapassarem marcas altíssimas em uma única edição, a exemplo de Kocsis, que fez 11 gols em 1954, Fontaine, que marcou 13 em 1958 e Gerd Müller, que anotou dez em 1970.

Nas décadas seguintes, o futebol passou por transformações táticas profundas. As defesas ficaram mais compactas, a preparação física evoluiu, as seleções passaram a estudar melhor os adversários e os jogos ficaram mais equilibrados. Com isso, passou a ser raro um artilheiro fazer dez gols em uma única Copa.

Na era moderna, cinco ou seis gols muitas vezes são suficientes para terminar uma edição como goleador máximo. Thomas Müller foi artilheiro em 2010 com cinco gols e James Rodríguez liderou em 2014 com seis, por exemplo.

Por isso, a marca de Mbappé chama tanta atenção. Mesmo em um futebol mais fechado e competitivo, ele mantém uma média alta e já aparece entre os maiores de todos os tempos.

Copa de 2026 pode mudar o ranking

A Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá, pode ter impacto direto no ranking histórico de artilheiros.

A edição terá mais seleções e mais partidas do que as anteriores, o que aumenta as oportunidades para os atacantes acumularem gols, além de colocar dois quartos colocados na corrida mais uma vez.

Messi e Mbappé são, claro, os nomes mais evidentes. Com 12 gols, podem alcançar ou superar Klose já na próxima edição. Se marcarem quatro vezes, igualam o alemão, e se fizerem cinco, assumem o topo isolado.

Harry Kane aparece como outro candidato forte. O inglês tem oito gols em Copas, foi artilheiro do Mundial de 2018 com seis gols e chega à disputa com histórico de regularidade em grandes torneios. Hoje, lidera uma Inglaterra que não é exatamente a favorita absoluta, mas foi finalista das duas últimas Eurocopas e chegou longe nas Copas de 2018 e 2022.

Harry Kane pela Inglaterra
Harry Kane pela Inglaterra - Foto: FIFA

Com diversas possibilidades de mudar o ranking, a história dos maiores artilheiros mostra que não existe um único caminho para a eternidade. Klose chegou lá pela constância. Ronaldo, pela genialidade e pelo auge em 2002, Müller, pela eficiência brutal.

Fontaine, por uma campanha irrepetível, Messi, pela longevidade e pela consagração tardia, Pelé, pela precocidade e pelos títulos e Mbappé, talvez, esteja escrevendo a próxima página rumo à sua própria eternidade.

Os maiores artilheiros da Copa do Mundo

  • 1 de 9 Miroslav Klose (Alemanha) – 16 gols
    Miroslav Klose (Alemanha) – 16 gols |
  • 2 de 9 Ronaldo Fenômeno (Brasil) – 15 gols
    Ronaldo Fenômeno (Brasil) – 15 gols |
  • 3 de 9 Gerd Müller (Alemanha Ocidental) – 14 gols
    Gerd Müller (Alemanha Ocidental) – 14 gols |
  • 4 de 9 Just Fontaine (França) – 13 gols
    Just Fontaine (França) – 13 gols |
  • 5 de 9 Lionel Messi (Argentina) – 13 gols
    Lionel Messi (Argentina) – 13 gols |
  • 6 de 9 Kylian Mbappé (França) – 12 gols
    Kylian Mbappé (França) – 12 gols |
  • 7 de 9 Pelé (Brasil) – 12 gols
    Pelé (Brasil) – 12 gols |
  • 8 de 9 Sándor Kocsis (Hungria) – 11 gols
    Sándor Kocsis (Hungria) – 11 gols |
  • 9 de 9 Jürgen Klinsmann (Alemanha) – 11 gols
    Jürgen Klinsmann (Alemanha) – 11 gols |
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