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Ligada na tomada? Saiba como funciona a bola tecnológica usada na Copa

Equipada com sensor interno, a bola envia dados em tempo real ao VAR e ajuda a definir lances decisi

Iarla Queiroz
Por
Trionda, a bola Copa do Mundo 2026 adidas
Trionda, a bola Copa do Mundo 2026 adidas - Foto: Miguel J. Rodriguez CARRILLO / AFP

Antes de rolar nos gramados da Copa do Mundo de 2026, a bola oficial do torneio precisa passar por um procedimento que poucos torcedores imaginam: ser carregada na tomada. Desenvolvida pela Adidas, a Trionda conta com um sensor instalado em seu interior capaz de registrar informações 500 vezes por segundo e transmitir dados em tempo real para o sistema de arbitragem.

A tecnologia se tornou uma das principais ferramentas utilizadas pela Fifa para auxiliar o VAR em decisões importantes durante as partidas. O sistema fornece informações precisas sobre cada toque na bola, contribuindo para análises mais rápidas e detalhadas em lances de impedimento, possíveis infrações por mão na bola e disputas dentro da área.

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Sensor identifica o momento exato do toque

No centro da tecnologia está um sensor de Unidade de Medição Inercial (IMU), instalado dentro da bola. O equipamento monitora diversos parâmetros, como velocidade, aceleração, direção e movimentação em três dimensões.

Todas as informações coletadas são enviadas instantaneamente para a sala de operação do VAR, onde são cruzadas com os dados captados pelas câmeras espalhadas pelo estádio.

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pela arbitragem em análises de impedimento sempre foi determinar com precisão o instante exato em que o passe é realizado. Dependendo apenas das imagens de vídeo, a quantidade limitada de quadros por segundo poderia gerar dúvidas sobre o momento correto do contato com a bola.

Com o sensor registrando dados 500 vezes por segundo, essa margem de incerteza é reduzida, permitindo que o sistema de impedimento semiautomático funcione de forma mais precisa.

Além disso, a tecnologia ajuda a identificar toques sutis que muitas vezes passam despercebidos nas imagens, como pequenos desvios e contatos leves com a mão.

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Tecnologia vai além da bola

O funcionamento do sistema não depende apenas do sensor instalado na Trionda.

A estrutura utilizada pela Fifa também conta com 16 câmeras de rastreamento posicionadas ao redor do estádio. Elas monitoram simultaneamente a movimentação dos jogadores e da bola durante toda a partida.

Os equipamentos registram até 29 pontos de dados de cada atleta, 50 vezes por segundo. Essas informações são processadas por sistemas de inteligência artificial, capazes de identificar possíveis irregularidades e emitir alertas automáticos para a equipe de arbitragem de vídeo.

Mesmo com toda a tecnologia disponível, a palavra final continua sendo do árbitro responsável pela partida.

Sistema passou por anos de testes

Antes de ser adotada nas principais competições da Fifa, a tecnologia foi submetida a uma série de avaliações realizadas entre 2020 e 2022.

Os testes tiveram como objetivo validar a precisão dos sensores e garantir a integração correta entre a bola conectada e os sistemas de arbitragem utilizados pela entidade.

Desde então, protocolos específicos são realizados antes de cada competição para verificar o funcionamento dos equipamentos e evitar falhas durante os jogos.

Segundo a Fifa, o sensor possui peso reduzido, é recarregado por indução e não altera características como equilíbrio, peso ou comportamento da bola em campo.

Caso ocorra algum problema técnico durante uma partida, os árbitros continuam contando com os recursos tradicionais do VAR e com o sistema de rastreamento por câmeras para realizar as análises.

Tecnologia já está presente em outras competições

A utilização da bola conectada não é uma novidade exclusiva da Copa do Mundo de 2026.

O sistema já vem sendo empregado em diversos torneios organizados pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo, a Copa do Mundo Feminina, a Copa do Mundo de Clubes, a Copa dos Campeões Feminina e a Copa Intercontinental.

Além de auxiliar a arbitragem, os dados produzidos pela tecnologia também são aproveitados pelas transmissões televisivas e por animações tridimensionais, oferecendo aos torcedores uma visualização mais detalhada dos lances e ajudando na compreensão das decisões tomadas durante as partidas.

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