HISTÓRICO!
Neymar iguala recorde de Pelé e Ronaldo ao ser convocado por Ancelotti
Jogador representará a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026


Melhor jogador de uma geração da Seleção Brasileira, Neymar se colocou em um grupo seleto na história da única equipe pentacampeã mundial. Convocado pelo técnico Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo 2026 nesta segunda-feira, 18, o camisa 10 se juntará a outros oito atletas que disputaram quatro edições do maior torneio do mundo em suas carreiras.
Maior artilheiro da história do Brasil em jogos oficiais, com 79 gols marcados, Neymar esteve nas edições de 2014, 2018 e 2022, e representará seu país pela quarta vez em Copas do Mundo. Ele esteve em campo pela Seleção pela última vez em outubro de 2023, em derrota por 2 a 0 diante do Uruguai, quando deixou o gramado precocemente por sentir uma torção no tornozelo esquerdo.
Na história da Seleção Brasileira, apenas oito jogadores disputaram quatro mundiais pelo Brasil, em lista que conta apenas com nomes de peso. Castilho e Nilton Santos foram os primeiros a bater esse recorde, nas edições de 1950, 1954, 1958 e 1962, enquanto Ronaldo Fenômeno e Cafu também integraram o grupo em 1994, 1998, 2002 e 2006.
O zagueiro Thiago Silva vivia a expectativa de ser convocado e, caso estivesse na lista de Carlo Ancelotti, se tornaria o primeiro jogador da Seleção Brasileira a disputar 5 Copas do Mundo na carreira. O defensor jogou os Mundiais de 2010, 2014, 2018 e 2022.
Jogadores da Seleção Brasileira que disputaram 4 Copas do Mundo
- Carlos José Castilho (1950, 1954, 1958 e 1962);
- Nílton Santos (1950, 1954, 1958 e 1962);
- Djalma Santos (1954, 1958, 1962, 1966);
- Pelé (1958, 1962, 1966, 1970);
- Émerson Leão (1970, 1974, 1978, 1986);
- Cafu (1994, 1998, 2002, 2006);
- Ronaldo (1994, 1998, 2002, 2006);
- Thiago Silva (2010, 2014, 2018 e 2022).
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Expectativa em 2010 e estreia em casa
Neymar surgiu como uma das maiores promessas do Brasil ainda no Santos, e, quando tinha apenas 18 anos durante a edição 2010, na África do Sul, viveu a expectativa de jogar seu primeiro mundial ainda muito jovem, mas não havia sido chamado durante o ciclo e ficou de fora da lista divulgada pelo técnico Dunga. Quatro anos depois, contudo, não existiam motivos para deixar o craque de fora.
Indiscutivelmente o principal jogador do país, o jogador chegava na Copa do Mundo sediada no Brasil com o peso de vestir a histórica camisa 10 pela primeira vez em Mundiais. Apesar da pressão, o atacante recém-contratado pelo Barcelona confirmou as expectativas e fez, logo em sua estreia, uma grande exibição contra a Croácia, com dois gols marcados.
Apesar do ótimo cartão de visitas, Neymar se despediu da sua primeira Copa do Mundo da pior maneira possível, com uma fratura na terceira vértebra lombar sofrida no jogo de quartas de final contra a Colômbia. A lesão afastou o jogador do restante da competição, e, sem poder ajudar o Brasil no restante da competição, viu a equipe sofrer a maior goleada de sua história em Mundiais: a goleada por 7 a 1 sofrida pra Alemanha.
2018 e 2022
As contusões, inclusive, viraram um fator constante na carreira do jogador. Quatro anos depois do maior vexame da história da Seleção, na edição de 2018, o jogador chegou à Rússia sem estar 100% fisicamente, e teve um desempenho tímido na fase de grupos da competição.
Ele melhorou sua condição física durante o torneio, e fez boa exibições nos jogos contra México e Bélgica, mas não conseguiu evitar a eliminação para os europeus nas quartas de final. Nas oitavas, diante dos mexicanos, foi decisivo com um gol marcado.
A Copa do Mundo do Catar em 2022 teve, para muitos, o melhor elenco da Seleção Brasileira da década. Muitas expectativas foram criadas em cima do grupo comandado pelo técnico Tite, que fez um ciclo impecável pré-Mundial. A sensação inédita do camisa 10 ter, pela primeira vez, companheiros de nível suficiente para dividir a responsabilidade contribuiu com as projeções vencedoras daquele Brasil.
Pela primeira vez em Copas do Mundo atuando na função de um meia criativo, aperfeiçoada no PSG, Neymar marcou dois gols, deu uma assistência e foi importante na fase mata-mata, mas não conseguiu liderar a classificação às semifinais. Apesar do tento heroico na prorrogação sobre a Croácia, nas quartas, a sensação que tomou conta da Seleção foi de imensa decepção.


