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Secretários de Saúde dos estados alertam para risco de Copa América no Brasil: "Inoportuna"

Publicado terça-feira, 01 de junho de 2021 às 17:58 h | Atualizado em 01/06/2021, 18:05 | Autor: Redação
Estádio Mané Garrincha em Brasília, no Distrito Federal
Estádio Mané Garrincha em Brasília, no Distrito Federal -
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O Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saude (Conass) emitiu uma nota desaconselhando o Brasil a sediar a Copa América de futebol masculino. O documento, encaminhado ao Fórum de Governadores, classifica a realização da competição como "inoportuna" e alerta para o risco de levar a um agravamento da pandemia da Covid-19 no país.

Nesta segunda-feira, 31,  após anúncio da Conmebol do acerto com o Brasil para receber o torneio, muitos governadores se manifestaram e divergiram sobre o assunto. 

No ofício, o Conass ressalta o potencial da disseminação de novas variantes do vírus e da dificuldade de manter medidas restritivas em situações semelhantes. As informações são da Folha de S. Paulo.

"Por tudo o que foi descrito, e como os grandes eventos revelam-se extremamente importantes para a disseminação do vírus e determinam a necessidade de medidas extremas dos gestores para tentar conter a doença em seus territórios, este Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) entende absolutamente inoportuna e desaconselhável a realização de quaisquer campeonatos esportivos capazes de propiciar vários pontos de aglomeração, mesmo que os estádios não recebam torcida, sob pena de termos um agravamento ainda maior da situação epidemiológica", diz a entidade.

Presidente do Consórcio do Nordeste e coordenador do Fórum dos Governadores, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), questionou a adesão do governo Bolsonaro à Copa em um cenário de falta de vacinas no país.

"Muito facilmente o governo federal brasileiro disse sim para que possamos sediar a Copa América no Brasil. A pergunta que faço é: e as vacinas? São elas que nos colocam num patamar seguro tanto para eventos esportivos quanto para a volta às aulas presenciais, que é uma prioridade. Quero ver essa mesma agilidade do Brasil atrás de mais vacinas", disse.

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