CULTURA
Feira da Cidade celebra 80 edições no bairro do Imbuí


Sol a pino, música para todos os gostos e gente na rua. Assim que A Feira da Cidade celebrou a marca de 80 edições, no Canteiro Central do Imbuí, a penúltima de 2015.
Com 105 expositores, oferecendo opções de gastronomia, moda e artesanato, o projeto itinerante teve como tema os Anos 80, em alusão ao número de edições, e contou com apresentações gratuitas da banda Scambo, no sábado, do grupo de rock instrumental Retrofoguetes, neste domingo, 29, além de discotecagem durante todo o dia.
"É uma plataforma de lançamentos criativos extremamente importante para Salvador", opina Carla Maciel, coordenadora e idealizadora da Feira da Cidade. "É bem convidativo. As pessoas se sentem estimuladas de estar ali, porque se sentem à vontade", pontua.
Ainda sem espaço definido, a próxima edição acontece nos dias 12 e 13 de dezembro. Depois disso, inicia seu verão em janeiro, nos dias 9 e 10, e segue em temporada prevista até maio.
Com a ideia de "conectar pessoas e tribos de vários bairros, várias classes sociais", A Feira da Cidade vem, de acordo com Carla Maciel, estabelecendo um processo de ocupação do espaço público em Salvador.
"As pessoas saem da zona das varandas gourmet e vão pra rua curtir", comenta. "As feiras são grandes polos de cultura. De agosto de 2014 para cá, a gente quer usar as praças, quer usar os espaços públicos".
Tendo passado por 14 locais, dentre eles Farol da Barra, Av. Centenário, Imbuí e Pelourinho, o projeto itinerante segue, segundo Carla, com a ideia de "provocar a reflexão de qual espaço publico que a gente quer". Com o apoio da Prefeitura de Salvador, o projeto segue sem patrocínio.
"É uma iniciativa independente", afirma Carla. "As pessoas que estão ali gostam de estar na rua. A cidade sentiu isso e sempre respondeu positivamente. A gente realmente precisa de patrocínio, de investimento".
Divulgação
Para os expositores, uma das vantagens é a divulgação do trabalho. Eliana Rocha, da Mocofaia, leva para A Feira suas sandálias, cangas e canecas personalizadas. Tendo participado de oito edições do evento, se mantém inspirada. "A gente atravessa essa fase que chamam de crise", comenta. "O projeto divulga nosso trabalho de pequenos empreendedores".
Com um público diverso, marcado por famílias, jovens e casais, os preços variados (para bebidas, fichas de R$ 3; alimentos, preços a partir de R$ 5) e opções gastronômicas são um atrativo. "O valor das coisas é bem aquisitivo", declara a estudante Thaiane Guimarães.
No entanto, o atraso é apontado como fator negativo da Feira. "Acho que demora muito. Para quem tem filho, tinha que começar mais cedo", opina a empresária Micheline Castro. Para ela, o ideal é que todos os expositores estivessem prontos às 8 horas.