CULTURA
Festival de Lençóis movimenta comércio e turismo na Chapada e região
Evento está na 20ª edição e atrai pessoas de diversas cidades


A 20ª edição do Festival de Lençóis marca a volta do evento após três anos, hiato causado principalmente pela pandemia. Visando oferecer mais do que apenas shows musicais, pautas ambientais também integram o evento, que atrai pessoas de diversas cidades à Praça Horácio de Mattos.
Primeiro grande evento do interior da Bahia, o Festival -que neste ano tem o slogan “Não basta resistir, tem que florescer”- é realizado desde 1999 e já foi palco para mais de 380 artistas das esferas nacional, como Vanessa da Mata, que se apresenta às 21h desta sexta-feira, 23, e o grupo Choro Labuta, que se apresenta neste sábado, 24, às 19h.
Antes de Vanessa, o palco recebe Samantha Tosto, às 19h. Às 23h quem sobe ao palco é Jau. Fechando a programação do dia, às 1h tem o grupo Rivô Trio e outras substâncias. No sábado, o Choro Labuta abre a parte musical do evento, às 19h. Depois, às 21h, quem se apresenta é Mariene de Castro, seguida, às 23h, por Carlinhos Brown, e, encerrando a edição, Zion, às 1h.
CEO da Pau Viola, produtora do Festival, Paula Rezende ressalta que o Festival tem como propósito principal estimular ações de cultura, turismo e meio ambiente.
"Sempre digo que a principal atração não é só a música, mas são todas essas atividades que acontecem durante o dia. Temos as trilhas, passeios ecológicos, várias cachoeiras, enfim, são várias opções e, de fato, as pessoas vão. Os shows sempre acontecem a partir das 19h e temos a preocupação de não acabar muito tarde para que o público durante o dia tenha essa logística. E isso tem dado super certo, as pessoas, de fato, acordam cedo e, de fato, curtem e vivem toda a Chapada. Esse é o grande atrativo do Festival", avalia.
Paula lembra que, durante a pandemia, quando por questões de saúde global o evento não foi realizado, a sensação de que não mais aconteceria era dolorosa. Estar de volta, avalia ela, é uma grande emoção. "O pessoal está muito feliz, o tempo parado foi bem preocupante".
A festa, afirma ela, oferece benefícios ao público e a toda cidade. "De fato, há uma movimentação absurda na cidade durante o dia. Nosso propósito é respeitar a dinâmica do município e a gente sempre conseguiu. Há uma aceitação muito grande do público. A cidade abraça isso, pois é o momento de ganhar dinheiro, divulgar os trabalhos, além, claro, da boa música".
Desde a primeira edição, em 1999, o A TARDE -à época jornal e atualmente Grupo- foi parceiro do evento. Mesmo antes de integrar a empresa, Marluce Barbosa, Gestora Comercial do Grupo A TARDE, já havia vivido experiências na festa. Ela avalia que a longeva parceria mostra o interesse da empresa, não somente nas mídias e modelos de patrocínio tradicionais, como também nos culturais.
"A Chapada tem essa importância de ser uma das regiões mais cobiçadas turistica e ecologicamente. A gente vai se renovando e apoiando cada vez mais esses projetos diferenciados". Circulando pelas ruas da cidade, ela considera que a presença do A TARDE é algo que movimenta o próprio público, que acompanha a repercussão e novidades da festa nos diversos veículos.
"Notei, andando pelas ruas, que as pessoas têm satisfação muito grande. Há a coisa de “O A Tarde está aí”, “A Tarde está participando”... isso é muito bacana. Além do festival ser um projeto diferenciado que envolve música, cultura, meio ambiente, a relação dos pequenos empresários da cidade -são donos de lanchonetes, vendedores de beiju, mel, flores, cultivo, agro, vinho- também buscam ler e entender. Uma senhora me contou que tinha algumas edições do jornal onde ela, filhos e netos participaram".
Ela afirma que com a presença no Festival, o Grupo mostra flexibilidade e aderência ao novo movimento e apoio ao movimento cultural regional, além do fortalecimento da regionalização.
"Para o Grupo, é importante mostrar o que ocorre de diferencial no festival em relação à música, cultura musical. Para as localidades próximas e a população de Lençóis, é importante ter a oportunidade de assistir a grandes shows, não só de bandas nacionais, como as locais também. O Grupo tem esse viés de prestigiar a prata da casa, os artistas locais em todas as áreas culturais".