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LEGADO E PAIXÃO

Sweet Childs': pais e filhos dividem a emoção de ver o Guns N' Roses em Salvador

Show acontece nesta quarta, 15, na Fonte Nova

Beatriz Santos e Bianca Carneiro
Por Beatriz Santos e Bianca Carneiro
| Atualizada em

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Everardo e Alexandre passaram amor pelo Guns para os filhos adolescentes
Everardo e Alexandre passaram amor pelo Guns para os filhos adolescentes - Foto: Bianca Carneiro | Ag. A TARDE

O tempo parece não ter passado para quem veste a camisa preta com as icônicas armas e rosas, mas os cabelos grisalhos lado a lado com os rostos adolescentes - os verdadeiros 'Sweet Childs' - na Arena Fonte Nova revelam uma conexão da noite desta quarta-feira, 15.

Para além dos solos de guitarra e dos agudos cortantes, o show do Guns N' Roses em Salvador se transformou em um verdadeiro rito de passagem familiar. Trinta e cinco anos após a lendária estreia da banda no Brasil, em 1991, uma nova geração de pais e mães assume a missão de passar o "bastão do rock" para os filhos, provando que a fúria de Axl Rose e a cartola de Slash furaram a bolha do tempo para unir gerações na mesma devoção.

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Vindos da cidade de Valença, o advogado Everardo Júnior, de 49 anos, é fã do Guns desde a adolescência e hoje realiza o sonho de passar esse legado para o filho Miguel, de 14 anos, na esperança de que o amor pela banda alcance, no futuro, até os netos.

"Eu sou de 1976 e na década de 90 a banda explodiu. Foi justamente no período em que eu estava despertando para a adolescência. Eu curtia muito rock nacional e adorava o Guns, que era a banda da moda", relembra Everardo.

"Eu curtia muito os LPs, convertia em fita cassete, ouvia no carro, no walkman. Naquela época, eu comprava os CDs com um representante comercial, um cara que rodava a Bahia vendendo os de maior sucesso. Hoje estou tendo uma grande oportunidade de vir com meu filho ver a banda que eu ouvia quando tinha a idade dele. Esse show me desperta uma memória afetiva fantástica, que me deixa arrepiado por estar curtindo com minha família e meu filho", completa.

Miguel confirma que a influência paterna funcionou: "Eu já conhecia o Guns, mas não ouvia muito. Meu pai me apresentou e, a partir daí, eu comecei a me interessar mais." A experiência, aliás, não ficará restrita à Fonte Nova. "Tem alguns colegas lá na minha sala, amigos meus que gostam. Vou documentar para eles como é que foi e quais as músicas de que eu mais gostei", planeja o garoto.

A família Oliveira
A família Oliveira | Foto: Bianca Carneiro | Ag. A TARDE

Na família Oliveira, que é soteropolitana, o rock se espalhou através das gerações, mas não necessariamente dos mais velhos para os mais novos. O arquiteto Lucas Oliveira, de 34 anos, conta que foi o responsável por apresentar o som à casa. "Eu ouvia rock e meu pai, por osmose, passou a ouvir também", diverte-se.

O construtor Nelito Oliveira, de 64 anos, pai de Lucas, acrescenta: "Eu já gostava no tempo de solteiro". A engenheira civil Fabiane Vieira, de 48 anos, também foi fisgada pelo contágio musical do marido Lucas e do filho: "A mãe não era roqueira. Virou por osmose também. O marido ouvia muito, o filho também, então, desde os 5 anos, se encantou. E aí, para acompanhar marido e filho, eu terminei entrando na mesma vibe. Hoje gosto, aprendi a gostar também".

Entre os Brito, a paixão pela banda mostra como as plataformas digitais deram sobrevida aos clássicos. A estudante Cecília Brito, de 17 anos, descobriu o grupo não por LPs ou fitas, mas pela internet.

"Eu conhecia pelo TikTok. Como eu era mais nova, comecei a gostar muito, escutei as músicas e gosto muito de Guns", explica. Quando a turnê foi anunciada, a decisão da família foi unânime. "A gente falou que tinha que vir para o show, tipo, não tinha outra opção", relata.

A mãe, a empresária Gleice Brito, de 44 anos, celebra a união: "Os meninos e ela também são roqueiros, amam rock e amam o Guns N' Roses. Por isso que a gente está aqui hoje".

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A família Brito já tem uma banda quase completa
A família Brito já tem uma banda quase completa | Foto: Bianca Carneiro | Ag. A TARDE

Além de cantarem os sucessos a plenos pulmões, os mais jovens da plateia têm um ídolo em comum no palco: as seis cordas de Slash inspiram uma nova safra de instrumentistas dispostos a carregar o peso do hard rock.

O estudante João Vieira, de 13 anos, filho de Lucas e Fabiane, absorveu bem a influência dentro de casa. Fã assumido da banda - ele [Slash], o Duff, todo mundo, muito massa", elogia -, o garoto já trilha seu próprio caminho musical de forma independente. "Eu estou fazendo um projeto. Só eu faço guitarra, baixo, tudo assim. Faço minhas próprias músicas e adoro rock", conta João.

O empresário Alexandre Aquino, de 46 anos, também viu o filho, Alexandre, de 12, seguir seus passos nos acordes. "Eu apresentei o rock a meu filho logo desde pequeno. E o Guns é a banda preferida dele, ele já toca guitarra, já toca algumas músicas. Desde quando abriu a venda dos ingressos, a gente já garantiu logo para não perdermos essa grande oportunidade", orgulha-se o pai.

O jovem Alexandre, que possui e toca uma réplica da guitarra do ídolo, escolhida por ele e comprada na internet, ainda está aprimorando os riffs. "Não sei várias músicas, porque eu ainda estou começando na guitarra. Tem algumas que são meio difíceis, mas eu acho que três eu já sei", relata o garoto, que tomou a iniciativa de chamar o pai para o evento após ver o anúncio nas redes sociais.

Já na família Brito, a veia artística pulsa de forma inusitada e com formações de banda completas. O estudante João Marcelo Brito, de 15 anos, começou a tocar inspirado por outro gigante do gênero. "Um sonho que eu tive é que eu estava tocando junto com o baixista do Queen, John Deacon. Aí eu peguei o violão da minha irmã, que estava há um tempo sem tocar, fui praticando, acabou que eu aprendi muito rápido e comecei a tocar guitarra", relembra ele, que já faz parte de uma banda experimental.

E a cozinha da banda dos Brito já está garantida: o caçula Pedro, de apenas 6 anos, segura o ritmo da casa. "Eu toco bateria", orgulha-se o pequeno, que tem um talento peculiar: não precisa saber os nomes das faixas do Guns N' Roses, pois reconhece e sente os sucessos da banda puramente pelo som.

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