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ANP avalia Petrobras e pode rever exploração de poços

Sergio Torres | Agência Estado
Por Sergio Torres | Agência Estado
| Atualizada em

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) examina as justificativas da Petrobras para a queda de produção de petróleo no País, especialmente na Bacia de Campos (litoral norte do Estado do Rio e sul do Espírito Santo), nos últimos anos. Ainda neste semestre, a agência determinará alterações no plano de exploração dos poços.

Na avaliação do comando da agência, uma queda tão expressiva é surpreendente. No acumulado de janeiro a novembro de 2012, houve um decréscimo de 2% na produção nacional diária de barris de petróleo (1,975 milhão) em relação ao período idêntico do ano anterior (2,015 milhões).

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No ano passado, a ANP exigiu da petroleira a apresentação de um novo plano de desenvolvimento da produção, alarmada com o rendimento muito abaixo do previsto dos poços gigantes de Campos, como Marlim, Roncador e Albacora.

A diretora-geral, Magda Chambriard, chegou a dizer em entrevistas à época que a Petrobras precisa fazer um "esforço adicional" para a perfuração de novos poços.

A Petrobras credita a queda produtiva, entre outros fatores, à necessidade de manutenção de plataformas importantes, procedimento que não teria sido feito na forma devida e nos prazos ideais na gestão do economista José Sérgio Gabrielli na presidência da estatal (2005-2012).

Outra razão citada pela empresa é a chamada "depleção natural dos campos produtivos", que ocorre a partir do momento em que o petróleo começa a ser extraído dos reservatórios e tende a se intensificar no decorrer dos anos.

A Petrobras já informou à ANP - e a presidente Graça Foster, sucessora de Gabrielli desde fevereiro do ano passado, tem falado sobre isso em pronunciamentos públicos - que neste 2013 o patamar produtivo deverá permanecer similar ao de 2012. O principal motivo da previsão é que o programa de recuperação da ainda principal bacia produtora brasileira, lançado no ano passado, tem 2016 como alvo principal, com o crescimento sendo retomado a partir de 2014.

A expectativa da Petrobras e da ANP é de que, com a entrada em operação de novas plataformas e sondas na camada pré-sal da Bacia de Santos (litoral de São Paulo a Santa Catarina) e a recuperação dos poços maduros, a produção de petróleo possa voltar a crescer ao final dos próximos três anos, com a arrancada inicial ocorrendo no próximo ano.

Desde o início deste ano a petroleira vem divulgando novas descobertas e aumentos pontuais de produção. Nesta semana, a companhia informou sobre o início da produção comercial da plataforma Cidade de São Paulo, no campo Sapinhoá, no pré-sal de Santos. Também tornou pública a descoberta de petróleo de boa qualidade na região Sul de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos.

Outro comunicado recente da companhia revela que a plataforma Cidade de Itajaí deverá começar a produzir ainda neste mês no pós-sal de Santos. O prazo inicial para a entrada em operação era o ano passado, mas a plataforma pegou fogo parcialmente durante testes de mar em Cingapura. Em consequência, o cronograma atrasou.

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