ECONOMIA
Após Brasil, EUA planejam tarifas de até 12,5% contra dezenas de países
De acordo com o jornal Financial Times, as novas tarifas devem ficar no mesmo patamar dos atuais 10%


Após taxar produtos brasileiros em 25%, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicanos), está se preparando para aplicar as tarifas para outros países. A informação é do jornal Financial Times, nesta terça-feira, 21.
Segundo o jornal, as novas tarifas devem ficar no mesmo patamar dos atuais 10%, mas de acordo com o FT, o governo norte-americano trabalha com outras investigações que lhes darão autoridade legal para elevar as alíquotas.
Novas alíquotas
As tarifas que podem ser anunciadas nesta semana devem variar entre 10% e 12,5% para 60 países, com base em investigações sobre práticas de trabalho forçado. O Brasil está entre os países que podem ser enquadrados na alíquota de 12,5%.
Essa segunda investigação inclui União Europeia, China, Singapura, Suíça, Noruega, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia, Coreia do Sul, Vietnã, Taiwan, Bangladesh, México, Japão e Índia.
Segundo o Financial Times, autoridades de alto escalão têm aconselhado Trump a preservar a estabilidade nas relações com os parceiros comerciais e a respeitar os acordos firmados por Washington de reduzir tarifas em 2025.
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O jornal avalia ainda que a guerra comercial lançada por Trump coincide com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que pressiona os mercados de energia e aumenta o risco de um conflito regional.
Enquanto a ampliação do tarifaço é planejada, os Estados Unidos anunciaram na segunda-feira, 20, a implantação de tarifas de 50% contra o Canadá, ameaçando reacender uma disputa comercial com um dos aliados mais próximos e principais parceiros econômicos dos EUA.
Tarifaço dos EUA
Na última quarta-feira, 15, o presidente Trump confirmou a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, que deve entrar em vigor amanhã, 22.
O tarifaço foi aplicado após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), órgão do governo americano responsável por negociações de comércio exterior, encerrar uma investigação contra o Brasil, e acusar o país de favorecimento através do Pix em detrimento de outros meios de pagamento, especialmente aqueles operados por empresas norte-americanas do setor financeiro.
Estão na lista de produtos tarifados:
- Etanol
- Máquinas agrícolas
- Vestuário
- Maquinário elétrico
- Calçados
- Ferramentas de jardinagem
- Equipamentos de mineração
- Papel
- Açúcar orgânico
- Bens de capital
- Manufaturados em geral
- Produtos químicos diversos
- Itens industriais processados


