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Bahia sobe uma posição em Ranking de Competitividade dos Estados

Levantamento feito pelo CLP ranqueou estados a partir de 10 pilares de melhoria para a gestão pública

João Guerra
Por João Guerra
Inovação foi um dos pontos que fizeram a Bahia avançar nos indicadores do CLP
Inovação foi um dos pontos que fizeram a Bahia avançar nos indicadores do CLP - Foto: AFP via Getty Images

A melhora em seis índices investigados pela Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Tendências Consultoria fez com que a Bahia subisse no ranking de Competitividade dos Estados, quando comparado com o mesmo levantamento realizado em 2021. No Nordeste, a Bahia ocupa a quinta colocação e, em comparação com as demais unidades federativas brasileiras, o estado ocupa a 17ª posição.

A pesquisa foi feita a partir de 86 indicadores, distribuídos em dez pilares temáticos considerados fundamentais para a promoção da competitividade e melhoria da gestão pública dos estados brasileiros.

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Em conversa com o A TARDE, Lucas Cepeda, gerente de Relações Governamentais do CLP, explicou que esse aumento de índices pode ser interpretado como boas práticas de gestão que podem resultar na atração de investimentos e novos negócios no estado.

Dos dez pilares analisados pelo levantamento, a Bahia subiu em seis deles: Solidez Fiscal (+8), Capital Humano (+7), Eficiência da Máquina Pública (+3), Infraestrutura (+3), Inovação (+1) e Segurança Pública (+1).

Imagem ilustrativa da imagem Bahia sobe uma posição em Ranking de Competitividade dos Estados
Foto: Reprodução | CLP

“O ranking tem três principais objetivos: a avaliação da gestão pública, porque a gente consegue ver como um governo de comportou dentro de um determinado período; a questão da atração de investimentos que são proporcionados pelos pontos positivos do levantamento; e ser uma ferramenta de mensuração de formulação e avaliação de políticas públicas”, destacou o gestor.

Lucas Cepeda, gerente de Relações Governamentais do CLP
Lucas Cepeda, gerente de Relações Governamentais do CLP - Foto: Lucas Ninno | Divulgação

Por outro lado, em quatro dos dez pilares, a Bahia caiu alguns pontos. Em Educação (-4), Sustentabilidade Ambiental (-4), Sustentabilidade Social (-2) e Potencial de Mercado (-2). Perguntado sobre se esse recuo em alguns pontos observados pelo levantamento, pode ter relação com a pandemia, Cepeda disse que pode haver uma relação.

“Embora a gente não possa afirmar com toda certeza de que os dados têm relação com a pandemia, a gente discutiu muito aqui internamente sobre isso. Pode-se dizer que afetou sim, principalmente no caso da Educação, destacou o gerente, que explicou que em alguns dos outros estados observadores pelo CPL, com algumas soluções inovadoras conseguiram amenizar um pouco os efeitos nessa área provocados pelo coronavírus. “Na Paraíba, por exemplo, eles conseguiram muita rapidamente informatizar e fazer o ensino à distância a chegar nas cidades do estado e conseguiram amenizar”.

Nordeste

A Paraíba, citada por Lucas Cepeda ocupa, no Nordeste, a primeira posição no ranking, seguido pelo Ceará e por Alagoas. A Bahia, na região, fica na quinta colocação. Diferente dos baianos, no entanto, que subiu no ranking brasileiro, quatro dos nove estados nordestinos caíram na tabela do CLP.

Além da Bahia, a Paraíba foi a que teve melhor desempenho e é o representante do Nordeste mais bem colocado (12ª), ao avançar duas posições em relação a 2021. Além disso, Rio Grande do Norte subiu duas posições (20ª).

Contribuíram para o avanço paraibano a melhoria em quatro pilares estado subiu sete posições em Inovação (5º); cinco posições em Capital Humano (20º) e Eficiência da Máquina Pública (18º); e mais três colocações em Solidez Fiscal (13º). Já entre os potiguar o ganho de posições se deu em seis dos 10 pilares.

O Ceará, por outro lado, que é o segundo mais bem colocado no ranking da região e 13º no geral, perdeu uma posição. Alagoas também perdeu um posto, caindo para 14° lugar. Piauí e Maranhão perderam cinco e três colocações, respectivamente, e estão no final do ranking geral em 25º e 26º lugares.

Os cearenses, que em 2021 ocupava a melhor posição entre os estados do Nordeste, recuou uma posição em 2022 após a piora em dois pilares: Sustentabilidade Ambiental (14º) e Sustentabilidade Social (17º).

Já a maior queda, observada pelo CLP no Piauí, aconteceu porque em sete pilares os piauienses decaíram. O pior resultado foi em Solidez Fiscal, no qual perdeu 10 lugares, caindo para 19ª posição no ranking total. Em Potencial de Mercado houve uma queda de oito posições, para 23ª posição. O estado, no entanto, subiu três posições em Educação, atingindo a 11º lugar no ranking geral.

País

Os estados das regiões Sul e Centro-Oeste dominam as dez primeiras colocações do Ranking de Competitividade dos Estados com Santa Catarina (2º), Paraná (3º) e Rio Grande do Sul (6º) e Distrito Federal (4º), Mato Grosso (5º), Mato Grosso do Sul (7º) e Goiás (9º).

No Sudeste, embora São Paulo ocupe a primeira posição entre os estados brasileiros, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro aparecem, respectivamente na oitava, décima e décima primeira colocação.

Confira o ranking completo:

Imagem ilustrativa da imagem Bahia sobe uma posição em Ranking de Competitividade dos Estados
Foto: Reprodução | CLP
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CLP, Bahia, Ranking, Lucas Cepeda

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