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MERCADO CONCORRIDO

Centenário da Electrolux marca inovação e disputa pelo mercado premium

A empresa tem apostado em um diferencial com relação às marcas asiáticas

Franciely Gomes
Por
| Atualizada em
Produção de produtos na fábrica da Electrolux em Curitiba
Produção de produtos na fábrica da Electrolux em Curitiba - Foto: Gian Galani

A disputa pelo mercado de eletrodomésticos tem ficado acirrada nos últimos anos. Com a chegada de empresas asiáticas no Brasil, que apresentam menor preço, e o avanço de marcas premium, alguns setores brasileiros têm procurado investir em inovação e fidelização dos clientes.

Centenária no mercado brasileiro, a Electrolux tem utilizado algumas estratégias para manter a base sólida de consumidores. Um dos principais diferenciais da marca é a proximidade com a rotina do brasileiro, estudando o que de fato é necessário para o funcionamento do lar.

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“São 100 anos de marca e 40 anos do centro de design da Electrolux no Brasil. 40 anos conhecendo o consumidor, a proximidade com a rotina do brasileiro, além do comportamento. Isso se conecta com a produção industrial e os produtos são concebidos pensados no dia a dia e com um olhar de experiência do consumidor como um todo”, afirmou Clarissa Biolchini, Head de Design & Consumer Insights do Electrolux Group na América Latina.

Em entrevista ao portal A TARDE, Clarissa também destacou que essa proximidade com o povo brasileiro que é o principal diferencial da Electrolux para as marcas asiáticas, que não possuem essa conexão com os problemas reais do dia a dia.

“Você tem um olhar que é de proximidade, de rotina e produtos conectados com a realidade do brasileiro. Os asiáticos tem uma distância e essa aposta é muito mais focada na importação, desconectada do dia a dia e da realidade. Então você não consegue pensar na atuação dos produtos deles conforme a rotina”.

“E o último ponto que também é muito importante é a pós-compra. Conseguimos oferecer serviços que seguem depois que a pessoa compra o produto, estabelecendo uma continuidade e o relacionamento, como instalação, troca de filtros e reparo de produtos. Tudo isso é um diferencial brutal quando você compara com os asiáticos”, finalizou.

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O que o brasileiro busca na hora da compra?

Produção de refrigeradores na fábrica da Electrolux
Produção de refrigeradores na fábrica da Electrolux - Foto: Gian Galani

Apesar das estratégias de proximidade da marca com os consumidores, é importante ressaltar o que de fato os brasileiros têm buscado na hora de fechar a compra de um eletrodoméstico ou item para o lar.

De acordo com dados da ABCasa, em parceria com o IEMI, publicados pelo Estadão, os consumidores seguem alguns critérios na busca pelo produto perfeito. Dentre os principais estão qualidade (50%), durabilidade (35%) e preço (32%).

Diretor de Sustentabilidade do Electrolux Group na América Latina, João Zeni contou ao portal A TARDE que a marca tem investido em produtos com maior durabilidade, também conhecidos como bens duráveis.

Além da utilização de materiais sustentáveis, como o plástico reutilizado de produtos anteriores após descarte. “Inovar não é necessariamente implementar uma função de tecnologia, mas sim apresentar uma estratégia nova para o cliente ou fornecedor. A meta do grupo é utilizar o plástico e aço reciclado em 35% dos produtos até 2030”, disse ele.

Uso de Inteligência Artificial

Alinhada com o avanço dos produtos em tecnologia, a Electrolux também tem investido em Inteligência Artificial e automatização de algumas linhas. Chamada de AutoSense, a função permite que a IA controle a temperatura da geladeira automaticamente.

Ela adapta a potência com base na rotina do consumidor, avaliando pontos como a frequência de abertura de portas, e no clima externo da casa. A novidade ajuda a preservar os alimentos por mais tempo e economizar energia.

Entretanto, a IA também vem sendo utilizada na parte interna da empresa, como forma de auxiliar o trabalho dos colaboradores que lidam diretamente com o atendimento ao público.

Vice-Presidente de Negócios e Serviços ao Consumidor para a América Latina (LATAM) no Electrolux Group, Rodrigo Padilha afirmou que o atendimento aos clientes segue humanizado e realizado por um profissional, porém mais prático.

“A gente usa inteligência artificial onde agrega valor para nós em produtividade e onde faz sentido para o consumidor. Ao todo, temos 7 milhões de interações que nós temos por dia, 60% são digitais, porque os consumidores têm migrado cada vez mais para nossa plataforma do WhatsApp e outras”, contou ele ao portal A TARDE.

“Não temos a mínima intenção e não faz parte da nossa estratégia derrubar o atendimento humano e seguir só para a robotização. Porque essa é uma fortaleza da nossa marca. A humanização é fortaleza da Electrolux, pois é quando conseguimos entregar uma experiência diferenciada e entender o problema do consumidor”.

“A IA atinge primeiro o atendente ou agente, para depois trabalhar com o consumidor, que esse é o que faz a gente extrair o maior valor de tudo isso e, claro, gerar também produtividade para a companhia”, finalizou.

* A repórter viajou a convite da Electrolux para Curitiba.

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economia eletrodoméstico tecnologia

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