A cesta básica é um gasto essencial para todos os brasileiros. Uma pesquisa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicou quantas horas o trabalhador de cada capital do Brasil precisa trabalhar para comprar comida. Salvador ocupa uma das melhores posições no índice.
A pesquisa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Dieese, divulgada em março de 2026, aponta que o trabalhador brasileiro compromete, em média, 46,13% do salário mínimo com alimentação básica.
Leia Também:
Após aumento do preço dos alimentos básicos em cerca de 14 capitais brasileiras em fevereiro de 2026, o estudo revela que em São Paulo, o relatório mostra que os trabalhadores comprometem cerca de 56,88% do salário.
Já no Nordeste, em Aracaju aparece no fim da lista, com 37,54% do salário destinado à cesta básica. Mas qual é o comprometimento do salário em Salvador?
Impacto no bolso em Salvador
Em relação às outras 27 capitais analisadas pelo estudo, Salvador aparece próxima à média nacional. Segundo o levantamento, 41,21% do salário mínimo do trabalhador soteropolitano é destinado à compra da cesta básica.

O estudo também aponta que o salário mínimo ideal para o sustento de uma família deveria ser de R$ 7.164,94, valor quatro vezes maior que o salário mínimo atual de R$ 1.621.
O cálculo é baseado no custo da cesta básica mais cara do país, registrada em fevereiro na capital paulista.
Quantas horas de trabalho para comprar uma cesta básica?
O levantamento também converte o valor da cesta básica em horas de trabalho necessárias para adquiri-la.
Em São Paulo, com maior indíce do Brasil, o trabalhador precisa dedicar 115 horas e 45 minutos de trabalho para comprar os itens básicos, o maior tempo registrado no país.

Em comparação, no Nordeste, Aracaju apresenta o menor tempo, com 76 horas e 23 minutos.
Já em Salvador, o trabalhador precisa trabalhar 84 horas e 52 minutos por mês para conseguir adquirir uma cesta básica.
Ranking de capitais
- São Paulo - 115h45
- Rio de Janeiro - 112h14
- Florianópolis - 108h14
- Cuiabá - 107h44
- Porto Alegre - 106h47
- Campo Grande - 105h54
- Vitória - 102h37
- Curitiba - 101h11
- Belo Horizonte - 100h01
- Goiânia - 99h16
- Brasília - 96h38
- Palmas - 94h22
- Fortaleza - 94h03
- Belém - 91h29
- Macapá - 89h41
- Boa Vista - 89h28
- Teresina - 88h02
- Rio Branco - 85h45
- São Luís - 85h30
- Manaus - 85h21
- João Pessoa - 83h58
- Salvador - 83h52
- Natal - 83h43
- Recife - 83h04
- Maceió - 81h58
- Porto Velho - 81h40
- Aracaju - 76h23
Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Infográfico elaborado em: 16/03/2026.
Reflexos do conflito no Brasil
O relatório também destaca fatores externos que contribuem para o aumento do preço dos alimentos no Brasil. Desde o início dos conflitos no Oriente Médio, especialistas alertam para o impacto nos custos da produção agrícola.

O Brasil possui relações comerciais com países como o Irã, o que pode afetar diferentes etapas da cadeia produtiva e contribuir para o encarecimento dos alimentos que chegam às feiras e supermercados. Entre os principais fatores estão:
- Transporte marítimo: Após o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo, navios e mercadorias precisam ser redirecionados, aumentando os custos de frete.
- Fertilizantes: O Brasil importa parte dos fertilizantes utilizados na agricultura do Oriente Médio. Com a instabilidade na região, houve aumento recente nas cotações desses produtos.
- Combustíveis mais caros: A alta nos preços de combustíveis, como gasolina e diesel, impacta diretamente o custo da produção agrícola e o transporte dos alimentos até mercados e feiras.
Como economizar no mercado ?
Para reduzir os gastos mensais, uma alternativa é substituir produtos sazonais ou com alta demanda por itens mais acessíveis ou de consumo na rotina.

Outra estratégia é utilizar aplicativos de desconto focados em redes locais e comércios de bairro, que utilizam geolocalização para oferecer cupons, cashback e promoções exclusivas em lojas próximas.
Além disso, uma opção para diminuir os gastos é realizar compras em feiras livres espalhadas pelos bairros de Salvador, especialmente nas regiões periféricas, onde frutas, verduras e legumes costumam apresentar preços mais acessíveis.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes





