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Conselheira do Cade considera improvável novo recurso do cartel do cimento

Lorenna Rodrigues | Estadão Conteúdo
Por Lorenna Rodrigues | Estadão Conteúdo
| Atualizada em

A conselheira Ana de Oliveira Frazão considera improvável um novo recurso no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a condenação do chamado cartel do cimento. Nesta quarta, 29, o conselho deu 30 dias para que Votorantim Cimentos, Holcim do Brasil, InterCement (antiga Camargo Corrêa Cimentos), Cimpor Cimentos do Brasil, Itabira Agro Industrial, e Companhia de Cimento Itambé paguem multa de R$ 3,1 bilhão, prazo que começa a ser contado a partir da publicação da decisão.

A conselheira explicou que ainda é possível um segundo embargo contra a decisão desta quarta, mas apenas se forem encontradas omissões. "Existe a possibilidade, mas é muito improvável", afirmou. As empresas também poderão recorrer à Justiça, mas poderão ter que pagar a multa antes de recorrer.

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Os participantes do cartel do cimento foram condenados em maio do ano passado, mas entraram com recurso administrativo, que foi julgado nesta quarta. Na decisão, porém, não havia prazo explicitado para o pagamento da multa e havia dúvidas em relação aos prazos finais para a venda de ativos.

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