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CRISE FINANCEIRA

Correios triplicam prejuízo e fecham 2025 com rombo de R$ 8,5 bilhões

Como estratégia de sobrevivência, a estatal aposta em Planos de Demissão Voluntária

Isabela Cardoso
Por

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Para manter a operação, os Correios garantiram um empréstimo de R$ 12 bilhões
Para manter a operação, os Correios garantiram um empréstimo de R$ 12 bilhões -

Os Correios fecharam o balanço de 2025 com um prejuízo líquido de R$ 8,5 bilhões, resultado que triplica as perdas registradas no ano anterior. O desempenho foi severamente afetado por despesas judiciais, com R$ 6,4 bilhões destinados ao pagamento de precatórios.

Este é o 14º trimestre consecutivo de déficit da estatal, que enfrenta uma crise de receita derivada de mudanças nas regras de importação e um alto endividamento.

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A receita bruta da empresa sofreu uma queda de 11,35%, fechando em R$ 17,3 bilhões. O principal vilão foi o segmento de encomendas internacionais, que despencou 66%.

De acordo com a estatal, novas diretrizes de tributação sobre compras de baixo valor alteraram o fluxo do comércio global, reduzindo drasticamente o volume de pacotes transportados pela companhia.

Socorro financeiro e novas dívidas

Para manter a operação, os Correios garantiram um empréstimo de R$ 12 bilhões no apagar das luzes de 2025, envolvendo um consórcio entre grandes bancos como BB, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander, com aval do Tesouro Nacional.

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O montante, contudo, foi consumido por despesas emergenciais. Para 2026, o Conselho Monetário Nacional (CMN) já autorizou a captação de mais R$ 8 bilhões em crédito.

Reestruturação e cortes de gastos

Como estratégia de sobrevivência, a estatal aposta em Planos de Demissão Voluntária (PDV). Em 2026, mais de 3 mil funcionários aderiram ao programa, gerando uma expectativa de redução de gastos em torno de 40%.

"O PDV que abrimos este ano teve uma duração menor e atingiu a mesma quantidade de funcionários do anterior", destacou o presidente da empresa, Emmanoel Schmidt Rondon.

Além disso, a empresa provisionou R$ 2,63 bilhões para cobrir riscos de derrotas em ações trabalhistas relacionadas a adicionais de periculosidade e atividade externa, sinalizando que a pressão judicial sobre o caixa deve continuar.

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