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ORGANIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA

Crescimento de idosos na Bahia aponta necessidade educação financeira

Levantamento revela que 62% dos idosos não guardam dinheiro

Jair Mendonça Jr
Por
| Atualizada em
62% dos idosos não guardam dinheiro
62% dos idosos não guardam dinheiro - Foto: Assessoria XP

A população idosa da Bahia atingiu 16,6% do total de moradores do estado, registrando o maior crescimento entre as faixas etárias de 2024 a 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD contínua) do IBGE.

O avanço demográfico, alinhado ao Dia Internacional da Pessoa Idosa, nesta quinta, 01, expõe desafios na organização orçamentária para a aposentadoria.

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Dados da ANBIMA sobre idosos e investimentos

Levantamento do Raio X do Investidor Brasileiro, realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), em parceria com o Datafolha, aponta indicadores sobre os hábitos financeiros das pessoas com mais idade no Brasil:

  • 62% dos idosos não guardam dinheiro.
  • 65% dos Boomers (nascidos entre 1946 e 1964) não utilizam ou desconhecem produtos de investimento.
  • 16% da população brasileira iniciou reserva financeira focada na aposentadoria.

Os números indicam a necessidade de mapeamento de renda e gastos para manutenção da autonomia orçamentária.

Passos para a organização financeira na aposentadoria

Para o Portal A TARDE, Rodrigo Icó, líder da XP na Bahia, disse que os números reforçam a importância de olhar para a organização financeira não apenas como uma forma de acumular patrimônio, mas como uma ferramenta de planejamento para diferentes momentos da vida.

“Na terceira idade, o planejamento financeiro passa a ter uma relação ainda mais direta com autonomia e segurança. Entender quanto entra, quanto sai e quais recursos estão disponíveis permite tomar decisões mais conscientes e se preparar melhor para imprevistos”, afirma o especialista.

Diagnóstico financeiro e reserva de emergência

O mapeamento inicial prevê a identificação das seguintes variáveis:

  • Rendas fixas: aposentadorias, pensões, dívidas, patrimônio e fontes de renda.
  • Despesas correntes: custos fixos e variáveis mensais.
  • Reserva de emergência: alocação de recursos de liquidez imediata para despesas imprevistas com saúde, habitação e manutenção de bens.

Um dos primeiros passos, segundo o especialista, é fazer um diagnóstico da própria vida financeira. Mapear fontes de renda, despesas fixas e variáveis, dívidas e patrimônio ajuda a identificar o que pode ser ajustado e quais são as prioridades para os próximos anos.

"Para quem já está aposentado, esse acompanhamento também permite entender como preservar os recursos disponíveis sem comprometer as necessidades do dia a dia", pontua.

A reserva de emergência é outro ponto importante. Gastos inesperados, especialmente relacionados à saúde, moradia ou manutenção de bens, podem pesar significativamente no orçamento.

Ter recursos destinados a essas situações pode evitar que imprevistos levem ao endividamento ou à necessidade de resgatar investimentos de longo prazo em momentos inadequados.

Escolha de investimentos e prazos

A escolha dos investimentos deve considerar o momento de vida e os objetivos de cada pessoa. Segundo Icó, não existe uma estratégia única para a terceira idade.

“É importante avaliar fatores como renda, patrimônio, necessidade de liquidez e objetivos antes de tomar qualquer decisão. Para quem já está aposentado, ter clareza sobre quando e como precisará utilizar os recursos é fundamental para organizar uma estratégia adequada”, explica.

Previdência privada e sucessão patrimonial

O planejamento pode incluir ainda a sucessão patrimonial, bem como instrumentos como PGBL e VGBL.

“Além dos investimentos tradicionais, produtos de previdência privada, como PGBL e VGBL, também podem funcionar como ferramentas complementares no planejamento de longo prazo. As modalidades permitem acumular recursos ao longo do tempo com foco na aposentadoria e podem oferecer benefícios tributários, dependendo do perfil e da forma de declaração do Imposto de Renda. A escolha entre um modelo e outro deve considerar fatores como renda, objetivo financeiro e estratégia sucessória”, afirma o especialista.

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Educação financeira idosos

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