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Diesel cai pela 6ª semana seguida após tensão no Oriente Médio

Preço do combustível acumula queda de R$ 0,42 desde abril

Isabela Cardoso
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Preço do diesel recua nos postos após alta causada por guerra
Preço do diesel recua nos postos após alta causada por guerra - Foto: Marcello Casal Jr | Agência Brasil

O preço médio do diesel S-10 voltou a cair nos postos brasileiros e registrou a sexta semana consecutiva de redução, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O combustível foi vendido, em média, a R$ 7,16 por litro na última semana, uma queda de R$ 0,04 em relação ao período anterior.

Desde o pico registrado no início de abril, quando o litro chegou a R$ 7,58, o diesel acumula redução de R$ 0,42. A alta havia sido impulsionada pela escalada das tensões no Oriente Médio após ataques envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã.

Apesar do recuo recente, o valor ainda permanece mais de R$ 1 acima do registrado antes do agravamento do conflito internacional.

Produção da Petrobras influencia queda

Segundo agentes do setor, a redução nos preços está ligada ao alívio nas cotações internacionais do petróleo e ao aumento da produção nacional da Petrobras, que ampliou o uso de suas refinarias nos últimos meses.

Em maio, a estatal informou que o fator de utilização das refinarias ultrapassou 100%, operando acima da capacidade nominal. A empresa também anunciou recorde na produção de diesel S-10 no primeiro trimestre deste ano.

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Com maior oferta interna, o país reduziu a necessidade de importar combustível. Dados do setor mostram que as importações de óleos combustíveis caíram quase 30% até a terceira semana de maio, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Governo mantém programas de subvenção

A disparada do diesel gerou preocupação no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lançou programas de subvenção para tentar conter o impacto do combustível nos preços e no abastecimento.

Os planos preveem ressarcimento de até R$ 1,52 por litro de diesel importado para empresas que comercializarem o produto abaixo de um teto definido pelo governo.

No entanto, importadores reclamam de atrasos nos pagamentos. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis afirmou que a demora pode afetar as importações privadas e provocar riscos de desabastecimento.

A ANP informou que já recebeu os dados necessários da Receita Federal e afirmou que os pagamentos devem ser realizados em breve.

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