ECONOMIA
Duas operadoras da Bahia estão proibidas de realizar vendas


Na Bahia são 22 planos proibidos de realizar vendas: 12 da Promédica e outros 10 da Unimed Salvador. A TARDE entrou em contato com as duas operadoras, mas não foi possível falar com um porta-voz da Promédica. A assessoria de imprensa da Unimed não respondeu aos questionamentos da reportagem até o início da noite desta quinta-feira, 10.
A aposentada Zulnaria Martins, 82 anos, apoia a decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ela paga para a bisneta de 10 anos um plano de saúde da Unimed e se queixa das poucas opções da rede.
"São poucos os hospitais que atendem pelo plano. A sorte é que a menina tem boa saúde, mas quando ligo para marcar uma consulta, me dizem que não aceitam mais o plano ou que não é credenciado. É uma dificuldade", reclama a idosa. A servidora pública Vera Cunha acredita que os planos de autogestão deveriam passar por uma avaliação semelhante a que vem sendo feita com os planos comerciais.
Ela conta que a irmã, beneficiária da autogestão, foi marcar uma consulta com um médico neurologista, mas só encontrou vaga para quatro meses após. "Acabei levando-a em outro médico, mas aquele outro havia sido recomendado, mas só atendia uma vez por semana", conta Vera.
Dimensionamento - Para o diretor-presidente da ANS, André Longo, o grande problema do setor é o dimensionamento da rede. "Temos que trabalhar nisso. Houve expansão da carteira de clientes, com a entrada de novos beneficiários, e a rede precisa crescer para atendê-los. Mas a maior dificuldade do setor é fazer a medição da necessidade dessa extensão, pois isso depende da agenda do médico.
Por isso, resolvemos captar esses usuários que não estão sendo atendidos para estabelecer essas suspensões", disse ao A TARDE em dezembro. André Longo também critica a qualidade das gestões das operadoras. "Algumas coisas são negociáveis entre o plano e a rede, como a necessidade de haver um dia extra de atendimento de alguma especialidade".