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Gigante dos supermercados fecha 315 lojas após crise com alimentos vencidos

Rede reduz operação após fiscalizações sanitárias e avanço da concorrência

Iarla Queiroz
Por
Svetofor fecha 315 lojas
Svetofor fecha 315 lojas - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A gigante russa de supermercados de descontos extremos Svetofor reduziu de forma significativa o número de lojas em operação desde 2025. Ao todo, 315 unidades foram fechadas, o equivalente a 11,6% da rede, que passou de 2.720 para 2.405 estabelecimentos.

A retração acontece em meio a uma crise operacional e de reputação enfrentada pela companhia, que também avalia uma reestruturação com possíveis impactos sobre seus 20 mil funcionários.

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O cenário é marcado ainda por uma sequência de fiscalizações sanitárias provocadas pela presença de produtos próximos do vencimento. Algumas unidades chegaram a ser interditadas temporariamente e outras tiveram as atividades encerradas de forma definitiva.

Fiscalizações pressionam operação

As ações dos órgãos responsáveis pela fiscalização sanitária aumentaram a pressão sobre a rede. Ao mesmo tempo, especialistas do setor apontam que a Svetofor chegou ao limite de sua fase de expansão.

Em grandes cidades russas, como Moscou, a empresa passou a enfrentar uma concorrência maior, principalmente de estabelecimentos de bairro e de novos formatos de lojas com preços baixos criados por grandes grupos varejistas.

A reestruturação também atingiu diferentes modelos de estabelecimentos administrados pela holding Invest Standard.

Entre os casos estão:

  • Mayak: 31 unidades foram afetadas pelo encerramento das atividades;
  • Prospekt: o hipermercado de 6 mil m², localizado em Barnaul, foi fechado;
  • Torgservis 50: das 22 lojas mantidas pela subsidiária na região de Moscou, somente seis continuaram funcionando.

Como a Svetofor consegue vender barato

O modelo da Svetofor é baseado em uma operação enxuta e na redução máxima dos custos. As lojas funcionam, geralmente, em espaços de 800 m² a 1.100 m², sem a estrutura tradicional encontrada em supermercados.

Os produtos são expostos diretamente em paletes e o piso das unidades é de concreto, sem decoração convencional.

Para manter os preços baixos, a rede negocia diretamente com fabricantes, não trabalha com marcas próprias e utiliza uma margem de lucro de até 15%. A empresa também não adota programas de fidelidade pagos pelos consumidores.

Rede russa chega ao Brasil

Mesmo diante da redução de sua operação na Rússia, o grupo mantém a estratégia de expansão para outros mercados.

A primeira unidade brasileira da rede será aberta em Minas Gerais, sob a marca Semáforo, no dia 15 de setembro. A proposta é levar ao país o mesmo modelo de descontos extremos, com foco principalmente nos consumidores das classes C, D e E.

A estrutura será enxuta, com um mix selecionado de produtos essenciais e de alto giro. Cada unidade deverá contar com aproximadamente dez funcionários.

A entrada no Brasil faz parte de um plano de expansão que já havia sido divulgado pela empresa em 2025, quando o grupo informou a intenção de abrir 50 lojas no país.

Expansão começa por Minas Gerais

O projeto prevê pelo menos dez novas lojas em Minas Gerais, incluindo municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, como Contagem e Betim.

A expansão também deve avançar para o interior mineiro e, posteriormente, chegar ao estado de São Paulo. O plano contempla tanto a capital paulista quanto Campinas.

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economia rede de supermercados

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