Busca interna do iBahia
HOME > ECONOMIA

ECONOMIA

Imposto de importação sobe para 800 eletrônicos; veja o que muda

Governo eleva taxas de importação, mas decide manter alíquota de celulares

Isabela Cardoso
Por
Vista aérea do Porto de Salvador (BA)
Vista aérea do Porto de Salvador (BA) - Foto: Joá Souza / Ag. A TARDE

A nova tabela de alíquotas do imposto de importação, entrou em vigor neste domingo, 1º, para mais de 800 produtos eletrônicos e hospitalares no Brasil. A medida estabelece taxas que variam entre 7,2% e 25%, com o objetivo de combater práticas desleais de comércio e proteger a indústria nacional.

Após uma série de revisões, o Ministério da Fazenda decidiu recuar no aumento previsto para itens de consumo popular.

Tudo sobre Economia em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

O recuo nos celulares e notebooks

Inicialmente, o plano era elevar a taxação de smartphones e computadores de 16% para 20%. No entanto, na última sexta, 27, o governo revogou o aumento, mantendo a alíquota em 16% para celulares, notebooks e componentes como SSDs e placas-mãe.

Leia Também:

BRASIL

Supermercados e hipermercados não podem abrir aos domingos a partir de hoje
Supermercados e hipermercados não podem abrir aos domingos a partir de hoje imagem

ECONOMIA

Fim da dor de cabeça? Uber vai permitir reservar vaga pelo app
Fim da dor de cabeça? Uber vai permitir reservar vaga pelo app imagem

PERICULOSIDADE

Adicional de 30% para motoboys vira lei; preço do delivery vai subir?
Adicional de 30% para motoboys vira lei; preço do delivery vai subir? imagem

O ministro Fernando Haddad justificou que a medida não deve trazer novos encargos para a população, visto que mais de 90% dos celulares comercializados no país são produzidos na Zona Franca de Manaus. Assim, o imposto atinge principalmente modelos importados que já possuem similares nacionais.

Foco em equipamentos hospitalares

A maior parte dos produtos afetados pela nova alíquota a partir deste domingo é de natureza hospitalar. Equipamentos de tomografia, odontológicos e aparelhos de raio X agora enfrentam tarifas mais altas, chegando a 25% em alguns casos.

O governo defende que a natureza desse aumento é regulatória, visando equilibrar o mercado interno. No total, mais de mil produtos já tiveram suas tarifas revistas desde o início de fevereiro.

Impacto na arrecadação

A estimativa oficial é que o aumento das alíquotas gere um incremento de R$ 14 bilhões na arrecadação em 2026. Apesar do volume financeiro, a Fazenda reforça que o foco é proteger a produção local e não apenas aumentar a carga tributária sobre o consumidor final.

Para evitar o desabastecimento de tecnologias essenciais, o governo manteve a tarifa zero para cerca de 100 componentes que não possuem fabricação similar em solo brasileiro.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

brasil economia tecnologia

Relacionadas

Mais lidas