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ECONOMIA

Imposto de importação sobe para 800 eletrônicos; veja o que muda

Governo eleva taxas de importação, mas decide manter alíquota de celulares

Isabela Cardoso

Por Isabela Cardoso

02/03/2026 - 17:19 h

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Vista aérea do Porto de Salvador (BA)
Vista aérea do Porto de Salvador (BA) -

A nova tabela de alíquotas do imposto de importação, entrou em vigor neste domingo, 1º, para mais de 800 produtos eletrônicos e hospitalares no Brasil. A medida estabelece taxas que variam entre 7,2% e 25%, com o objetivo de combater práticas desleais de comércio e proteger a indústria nacional.

Após uma série de revisões, o Ministério da Fazenda decidiu recuar no aumento previsto para itens de consumo popular.

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O recuo nos celulares e notebooks

Inicialmente, o plano era elevar a taxação de smartphones e computadores de 16% para 20%. No entanto, na última sexta, 27, o governo revogou o aumento, mantendo a alíquota em 16% para celulares, notebooks e componentes como SSDs e placas-mãe.

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O ministro Fernando Haddad justificou que a medida não deve trazer novos encargos para a população, visto que mais de 90% dos celulares comercializados no país são produzidos na Zona Franca de Manaus. Assim, o imposto atinge principalmente modelos importados que já possuem similares nacionais.

Foco em equipamentos hospitalares

A maior parte dos produtos afetados pela nova alíquota a partir deste domingo é de natureza hospitalar. Equipamentos de tomografia, odontológicos e aparelhos de raio X agora enfrentam tarifas mais altas, chegando a 25% em alguns casos.

O governo defende que a natureza desse aumento é regulatória, visando equilibrar o mercado interno. No total, mais de mil produtos já tiveram suas tarifas revistas desde o início de fevereiro.

Impacto na arrecadação

A estimativa oficial é que o aumento das alíquotas gere um incremento de R$ 14 bilhões na arrecadação em 2026. Apesar do volume financeiro, a Fazenda reforça que o foco é proteger a produção local e não apenas aumentar a carga tributária sobre o consumidor final.

Para evitar o desabastecimento de tecnologias essenciais, o governo manteve a tarifa zero para cerca de 100 componentes que não possuem fabricação similar em solo brasileiro.

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