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Inflação para ricos foi maior do que para pobres em 2025

As deflações apontadas em grupos como habitação e alimentação não foram suficientes para aliviar o aumento de preços

Carla Melo

Por Carla Melo

07/02/2026 - 11:33 h

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As deflações apontadas em grupos como habitação e alimentação não foram suficientes para aliviar
As deflações apontadas em grupos como habitação e alimentação não foram suficientes para aliviar -

O aumento dos preços de bens e serviços para pessoas com renda alta foi maior do que para brasileiros com renda baixa em 2025, mostrou um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

As deflações apontadas em grupos como habitação e alimentação não foram suficientes para aliviar o aumento de preços. Os dados apontam que em dezembro do ano passado todas as faixas de renda apresentaram aceleração da inflação em relação ao mês anterior.

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Apesar do alívio inflacionário observado no grupo habitação – refletindo a queda de 5,4% nas tarifas de energia elétrica –, o encerramento das deflações dos alimentos no domicílio, combinado com reajustes mais intensos nos grupos transportes e saúde e cuidados pessoais, explica o avanço da inflação no mês
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Nesse contexto, a inflação das famílias de renda muito baixa passou de 0,01% em novembro para 0,14% em dezembro, enquanto, na faixa de renda alta, a taxa avançou de 0,45% para 0,51% na mesma base de comparação.

Confira a tabela:

Imagem ilustrativa da imagem Inflação para ricos foi maior do que para pobres em 2025
| Foto: Divulgação | Ipea

Com a incorporação do resultado de dezembro, observa-se que, no acumulado de 2025, a faixa de renda baixa registrou a menor variação inflacionária (3,8%), ao passo que a renda alta apresentou a maior taxa (4,7%).

Nota-se, ainda, que, na comparação com 2024, houve descompressão inflacionária nas cinco primeiras faixas de renda e pressão inflacionária adicional no segmento de renda alta.

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