ECONOMIA
Irã fecha Estreito de Ormuz e ameaça 20% do comércio mundial de petróleo
Medida ocorre após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei em ataques de Israel e Estados Unidos

O comandante da Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta segunda-feira, 2 que o "Estreito de Ormuz está fechado" e que qualquer embarcação que tentar atravessá-lo será alvo de incêndio, segundo informações da mídia iraniana. A decisão vem na esteira do assassinato do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, em um ataque atribuído a Israel, e ameaça afetar um quinto do comércio mundial de petróleo, elevando consideravelmente os preços do barril.
Crescente tensão no Oriente Médio
Os conflitos atuais começaram no sábado, 28, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques contra o Irã, motivados por divergências em torno do programa nuclear iraniano.
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Em retaliação, o regime dos aiatolás direcionou ações contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Reação dos Estados Unidos
No domingo, a mídia estatal do Irã confirmou que o aiatolá Ali Khamenei foi uma das vítimas dos ataques. Após a divulgação de sua morte, o país ameaçou iniciar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o Irã considera se vingar dos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".
Em resposta, Donald Trump advertiu: "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". Na véspera, ele já havia afirmado que os ataques contra o Irã continuariam "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".
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