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Lojas virtuais devem vender R$ 1 bi no Natal

Tássia Novaes, do A Tarde On Line
Por Tássia Novaes, do A Tarde On Line

Antes que Papai Noel desça chaminé abaixo, varejistas aproveitam o embalo natalino para alcançar altos índices de faturamento. No e-commerce, a expectativa é animadora. As lojas virtuais esperam vender em torno de R$ 1 bilhão, crescimento de 45% em relação ao mesmo período em 2006, informa a e-Bit, empresa de pesquisa e marketing eletrônico. Considera-se o período de compra e venda dos presentes de Natal de 15 de novembro a 23 de dezembro.

No Brasil, os números seguem a tendência favorável. O comércio eletrônico fecha o ano com faturamento de R$ 6,4 milhões num país com 30 milhões de internautas. Crescimento de 45% se comparado ao ano anterior, quando o faturamento foi de R$ 4,5 milhões.

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No primeiro semestre, o e-commerce movimentou pouco mais de R$ 2,6 mi. Passagens aéreas, automóveis e sites de leilão ficam de fora da estatística. Este valor superou em quase 5% a expectativa inicial.

De acordo com a e-Bit, o crescimento foi impulsionado pela entrada de novos consumidores virtuais. Em dezembro de 2006, cerca de sete milhões de brasileiros tinham experimentado a comodidade de comprar sem sair de casa. Até o fim do ano, mais de oito milhões de pessoas já terão realizado pelo menos uma compra pela rede.

A média do valor gasto nas lojas virtuais nos seis primeiros meses do ano ficou em R$ 296, aproximadamente 3% acima do registrado em 2006. No Natal, o valor do tíquete médio deve ficar por volta de R$ 300.

Baixo custo favorece - Na Bahia, embora o crescimento ainda seja tímido, para quem pensa em investir no setor, a situação é melhor do que há alguns anos. “Antes as empresas nem mostravam interesse em conhecer projetos que envolvessem comércio eletrônico”, explica Vitor Hugo Perrone, diretor da 2Pontos, empresa baiana especializada em web.

A maior vantagem é o custo. Para se desenvolver, uma loja virtual com transação segura, pagamentos com cartão de crédito, débito ou boleto bancário, o investimento inicial varia de R$ 8 mil a R$ 15 mil.

Se comparado com o que se gasta para abrir uma loja física, a diferença é grande. “Para abrir uma loja de roupa no Shopping Iguatemi, por exemplo, não se gasta menos de R$ 200 mil”, exclama Perrone.

Os mais vendidos - CDs e DVDs lideram a lista dos produtos mais vendidos no e-commerce. Na segunda posição, aparecem livros e revistas. Depois os eletrônicos e, por fim, produtos de beleza e saúde.

A procura varia de acordo com a época do ano. Na última Páscoa, foi grande a procura de ovos de chocolate pela internet. E até o artigo vestuário começa a apresentar boas vendas. A ASA Store, loja online de roupas tematizadas do Asa de Águia, conseguiu cobrir os custos de implantação do site em apenas uma semana de vendas, informa a 2Pontos. "Não quero dizer que é possível vender qualquer coisa pela internet, mas acredito que o leque de opções ainda deve aumentar muito”, considera Perrone.

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