ECONOMIA
Lojistas comemoram vendas do Dia da Criança

O Dia das Crianças já é melhor que as vendas do Natal no segmento infantil. Neste ano, porém, o desempenho superou as expectativas e quase se equiparou ao do Dia das Mães, a segunda melhor data do ano para o comércio.
Segundo a Associação dos Lojistas de Shopping Center (Alshop), as vendas tiveram um crescimento real de 5% a 6% em relação ao ano passado. No Dia das Mães, as vendas foram levemente superiores nos shoppings - de 5% a 7%.
Para o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, a principal explicação para o crescimento é o fato de as compras terem ficado mais caras neste ano.
O tíquete médio cresceu 10% em relação ao ano passado. "Não foi um movimento excepcional porque a economia não está tão bem assim. Mas o desempenho, até por isso mesmo, pode ser considerado bom", diz Sahyoun. "A cada ano que passa, a movimentação nessa data cresce. A criançada está mais rápida, mais esperta para convencer os pais."
O aumento da disposição dos pais para comprar presentes ocorreu também graças aos estímulos do varejo, que investiu em publicidade, fez promoções e aumentou a oferta no crediário. Em alguns casos, as compras puderam ser divididas em dez vezes.
Na rede Ri Happy, com 76 lojas espalhadas pelo Brasil, o tíquete médio passou de R$ 72 para R$ 80. O que fez diferença na conta final foi que, neste ano, os brinquedos estão com mais aparatos tecnológicos.
Foi a primeira vez, por exemplo, que o varejo brasileiro vendeu uma boneca de quase R$ 800. "Os brinquedos até ficaram mais baratos em comparação ao ano passado, mas os novos produtos vieram com mais valor agregado", explica Ricardo Sayon, presidente da Ri Happy.
Para atrair a clientela, a rede elevou em cerca de 25% seus gastos em publicidade para a data neste ano. O brinquedo mais vendido na rede foi o Acqua BrinK, de R$ 50, uma pia fabricada pela brasileira HomePlay.
Esse comportamento de compras ficou ainda mais evidente nas 37 lojas da rede PB Kids, especializada em brinquedos importados. Pelos cálculos da empresa, o tíquete deve ter saltado de R$ 60 para R$ 95.
Os campeões de venda na loja foram os laptops, um carrinho que anda pelas paredes e as bonecas inteligentes, que choram, mamam e respiram ou falam centenas de palavras (Real Baby e Ananda).
Na Rua 25 de Março, em São Paulo, o movimento de público cresceu 7%. Segundo cálculos da Univinco (União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências), as lojas da região receberam 300 mil visitantes no próprio Dia das Crianças. Assim como aconteceu com os shoppings, o valor médio gasto com brinquedos aumentou - saiu de R$ 30 para R$ 40 neste ano.
Na véspera da data, a rua paulistana recebeu 1 milhão de visitantes. Nos shoppings, o movimento foi tão grande nos dias anteriores que a Alshop chegou a prever vendas superiores a 6%. "O movimento estava muito forte no último sábado de setembro e no primeiro domingo de outubro", diz Sahyoun.