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Lucro da Braskem cai 14% no trimestre e fica em R$ 107 mi

Agencia Estado
Por Agencia Estado

A petroquímica Braskem registrou lucro líquido de R$ 107 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 14% em relação ao primeiro trimestre de 2006. A receita líquida da empresa subiu 5% no período, atingindo R$ 2,865 bilhões.

O lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda) cresceu 4% no primeiro trimestre, chegando a R$ 432 milhões. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 113 milhões, uma alta de 31%. O lucro operacional caiu 15%, ficando em R$ 130 milhões.

Exportações

A Braskem informa que as receitas com exportações no primeiro trimestre registraram crescimento de 24% em relação ao mesmo período de 2006, alcançando US$ 329 milhões. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, porém, as exportações recuaram 17%.

Em relação à receita líquida do período, os embarques ao exterior responderam por fatia de 24%. Segundo a companhia, o maior volume de produtos destinados aos mercados externos, associado à recuperação dos preços internacionais, explica a melhora do desempenho quando da comparação com igual intervalo do ano passado.

O volume total de vendas de resinas da companhia, considerando-se portanto mercados interno e externo, alcançou 524 mil toneladas no primeiro trimestre, uma alta de 9% em relação as 481 mil toneladas comercializadas no intervalo imediatamente anterior. Na comparação com os três primeiros meses de 2006, o crescimento foi de 7%.

Perfil

A Braskem é líder do mercado latino-americano de resinas termoplásticas desde sua formação, em agosto de 2002, quando os grupos Odebrecht e Mariani integraram seus ativos petroquímicos à Copene Petroquímica do Nordeste, antiga central de matérias-primas petroquímicas do pólo de Camaçari, na Bahia, que controlavam desde 2001.

Os dois grupos uniram suas empresas petroquímicas criando a Braskem, a primeira petroquímica integrada do país, isto é, que combina operações da primeira e da segunda geração da cadeia produtiva do plástico, em uma única empresa.

A primeira geração é responsável pelo ciclo de negócios ligados à produção de matérias-primas básicas como eteno, propeno e cloro, fundamentais para a segunda geração, que cuida das resinas termoplásticas, segundo informações da empresa.

Junto com a Petrobras e o Grupo Ultra, a Braskem anunciou em 19 de março deste ano a compra do Grupo Ipiranga, um negócio envolvendo cerca de US$ 4 bilhões. A confirmação ainda depende da avaliação e aprovação de órgãos antitruste, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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