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Lucro da VALE cresce 35,3 % no 1o trimestre

JORNAL A TARDE
Por JORNAL A TARDE

Vendas maiores e preços de alguns produtos em alta levaram o lucro da Companhia Vale do Rio Doce crescer 35,3 por cento no primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 2,2 bilhões de reais.



O resultado, no entanto, ficou 17,2 por cento abaixo do lucro obtido no último trimestre de 2005.



"Essa queda (em relação ao quarto trimestre de 2005) já era esperada em função das chuvas na região de Carajás", explicou a analista do Banif Investment Banking Catarina Pedrosa. Ela considerou o resultado em linha com as expectativas do mercado.



O primeiro trimestre é tradicionalmente o pior para embarques de minério de ferro por causa das chuvas da região Norte do Brasil, que este ano estiveram particularmente fortes. Além disso, a Vale reduziu em 1 milhão de toneladas os embarques devido à ocupação de índios numa ferrovia no Norte do país, que impediu temporariamente o transporte da companhia.



Mesmo assim, e apesar da valorização do real frente ao dólar, a empresa registrou crescimento de 70,8 por cento das exportações em relação ao primeiro trimestre de 2005, totalizando 2,282 bilhões de dólares.



As vendas externas geraram um saldo líquido comercial de 2,054 bilhões de dólares, informou a Vale, que ampliou a sua participação na balança comercial brasileira de 14 por cento para 22 por cento, do total de 9,341 bilhões de dólares.



RECEITA EM ALTA



Mesmo com a demora do aumento de preços para o minério este ano --cujas negociações prosseguem sem definição com siderúrgicas chinesas-- e as dificuldades em Carajás, a receita bruta da companhia subiu 17,4 por cento em relação há um ano, para 8,2 bilhões de reais.



Os embarques de minério de ferro e pelotas no primeiro trimestre, de 62,627 milhões de toneladas, foram 6,4 por cento superiores aos realizados no mesmo trimestre do ano anterior, "apesar das interrupções na estrada de fluxos de produtos das minas para o terminal marítimo de Ponta da Madeira", informou a companhia.



As vendas de minério de ferro alcançaram 54,860 milhões de toneladas, com elevação de 11,6 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Já a venda de pelotas caiu 20,1 por cento.



"A venda de pelotas sofreu efeito negativo da desaceleração da demanda, determinada por cortes na produção de aço na Europa e na América do Norte", informou a Vale em nota.



Do total de minério de ferro e pelotas vendido, 17,564 milhões de toneladas, ou 28,1 por cento do volume total de vendas, foram destinados à China, contra 19,6 por cento há um ano, reforçando a tese da empresa de que a pressão da demanda chinesa levará a um aumento do minério em 2006.



O Japão comprou 6,706 milhões de toneladas, representando 10,7 por cento das vendas, a Alemanha 5,452 milhões de toneladas, ou 8,7 por cento, seguida da Coréia do Sul, com 3,095 milhões de toneladas, ou 4,9 por cento.



As vendas para siderúrgicas e produtores de ferro gusa do Brasil foram de 11,054 milhões de toneladas, 17,7 por cento dos embarques totais.



Além de minério e pelotas, a Vale foi beneficiada pelo aumento de preços de produtos como cobre e alumínio.



A capacidade de geração de caixa da empresa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações, na sigla em inglês), foi de 3,7 bilhões de reais, ante 2,85 bilhões de reais um ano antes.



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