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Mercado imobiliário baiano espera crescimento de cerca de 5% em 2023

Ademi apresentou o balanço de 2022 e as expectativas até dezembro

Mariana Bamberg
Por Mariana Bamberg
Cunha avalia que cenário atual aponta que a disponibilidade de imóveis é absorvida em até nove meses
Cunha avalia que cenário atual aponta que a disponibilidade de imóveis é absorvida em até nove meses - Foto: Raphael Muller | Ag. A TARDE

O ano de 2023 será de retomada e crescimento para o mercado imobiliário, após um 2022 com queda no número de lançamentos. Essa é a expectativa da estimativa da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), que estima um crescimento de cerca de 5% no setor quando comparado ao ano passado. Na tarde de ontem, a entidade reuniu seus filiados para apresentar o balanço do último período e as expectativas até dezembro.

Em 2022, segundo dados da Ademi, foram 8 mil novas unidades lançadas na capital, 9 mil vendidas e um estoque de 5,3 mil. De acordo com o presidente da entidade, Cláudio Cunha, as taxas de juros elevadas e o fato de ter sido um ano eleitoral contribuíram para uma redução de cerca de 16% nos lançamentos e nas vendas, quando comparado a 2021.

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“O ano de 2021 para o mercado, se a gente for considerar o número de lançamentos e vendas, foi melhor que 2022. Mas, por ser um ano atípico, de eleições, quando começamos a sentir os efeitos do aumento da taxa de juro, acabou sendo um ano bom, que, apesar de ter uma redução no número de unidades vendidas e lançadas, ele permaneceu com sua disponibilidade baixa e estável”, analisou.

De acordo com Cunha, o cenário atual do setor baiano aponta que a disponibilidade de imóveis é absorvida em até nove meses. “O mercado considera um estoque saudável quando vai até 15 meses. Isso demonstra que nós temos um espaço para novos lançamentos”, disse o diretor da Ademi.

Esse indicativo de demanda por novos lançamentos e a existência de projetos prontos para serem lançados são alguns dos fatores que leva Cunha a estimar um crescimento entre 4% e 5% no mercado imobiliário baiano em 2023. A maior parte das expectativas está sendo depositada no segundo semestre. De acordo com o representante, esse deve o ser o período responsável por acelerar o setor.

Apesar da expectativa positiva, o diretor da entidade, Cláudio Cunha, reconhece que o setor terá que enfrentar ainda o desafio de um novo governo e o que ele classificou como indefinição na política econômica, da taxa de juros.

Carteira assinada

Uma pesquisa, divulgada durante o evento e realizada em um parceria entre a Ademi e Brain Inteligência Estratégica, apontou que em 2022 Salvador foi a segunda capital nordestina em número de empregos com carteira assinada no setor imobiliário. Ao todo, foram pouco mais de 33 mil profissionais, atrás apenas de Fortaleza, com cerca de 37 mil.

A pesquisa apontou ainda para um crescimento de cerca de 40% na busca por imóveis compactos. Para Cunha, o índice é reflexo não só de mudanças no perfil do consumidor, mas também de aspectos específicos de Salvador.

“Está relacionado ao perfil da cidade, que tem um forte apelo para o investidor, principalmente nas zonas turísticas. E inclui também o momento de transformação que ela vive, com equipamentos e novas mudanças na sua urbanização. E também aqueles que querem morar de uma forma inteligente e bem localizada, onde ela dependa cada vez menos de transporte e tenha ali no seu entorno todas as suas necessidades atendidas”, explica Cunha.

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