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NOVOS INVESTIDORES

Norte e Nordeste rompem eixo tradicional e puxam crescimento da Bolsa

Bahia lidera crescimento no Nordeste com salto de 5,35% em um ano

Jair Mendonça Jr
Por
Norte e Nordeste registraram um salto superior a 100% no número de investidores
Norte e Nordeste registraram um salto superior a 100% no número de investidores -

O eixo tradicional de investimentos no Brasil, historicamente concentrado no Sudeste, está ganhando novos e vigorosos contornos geográficos. Dados consolidados da B3 revelam que as regiões Norte e Nordeste registraram um salto superior a 100% no número de investidores entre 2020 e 2025.

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O movimento sinaliza não apenas uma maior disponibilidade de plataformas digitais, mas uma mudança estrutural no comportamento financeiro das populações locais.

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Enquanto o Sudeste ainda detém o maior volume de capital custodiado, o ritmo de novos entrantes nas regiões de fora do eixo mostra uma aceleração constante.

Entre 2024 e 2025, o Nordeste viu sua base avançar 3,98%, enquanto o Norte cresceu 4,4%. No estado da Bahia, o entusiasmo é ainda maior: a base de investidores cresceu 5,35%, superando a marca de 205 mil pessoas físicas ativas na bolsa.

Barreira dos R$ 200 bilhões

Apesar do avanço, o cenário ainda é de transição. O maior adversário da rentabilidade no Norte e Nordeste continua sendo a caderneta de poupança. Estima-se que cerca de R$ 200 bilhões sigam aplicados na modalidade nessas regiões, motivados pela familiaridade e pela percepção de segurança.

Especialistas alertam, contudo, que essa "segurança" tem um custo invisível. Em um cenário de 10 anos, a diferença de rendimento entre R$ 100 mil na poupança e em ativos conservadores como o Tesouro Direto ou CDBs pode chegar a R$ 130 mil.

"O desafio não é apenas migrar recursos, mas ampliar o entendimento de que segurança não está mais restrita à poupança", pontua Larissa Falcão, líder da XP nas regiões.

Mudança em 2025

O ano de 2025 foi emblemático para essa migração. No Brasil, mais de R$ 85 bilhões foram retirados da poupança, marcando o quinto ano consecutivo de saques líquidos. Esse capital tem buscado refúgio em produtos de renda fixa com proteção regulatória (FGC) e liquidez, como:

  • Tesouro Selic: Títulos públicos com risco soberano.
  • CDBs e LCI/LCAs: Títulos bancários com isenção de IR (no caso das letras de crédito).
  • Fundos DI: Gestão profissional com foco em acompanhar a taxa de juros.

Assessoria

Para quem deseja consolidar sua jornada como investidor em 2026, a orientação dos analistas é o foco na reserva de emergência. A descentralização do mercado também trouxe para o Norte e Nordeste a figura do assessor de investimentos, essencial para personalizar o planejamento de acordo com metas regionais, como a compra de imóveis ou a educação dos filhos.

A consolidação do Norte e Nordeste como vetores do mercado de capitais reforça que a educação financeira, quando democratizada pela tecnologia, é capaz de romper barreiras históricas e oferecer novas formas de proteção e crescimento do patrimônio para o brasileiro, de ponta a ponta do país.

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