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Setor de serviços cresce 2,1% em junho, informou o IBGE

Idiana Tomazelli | Estadão Conteúdo
Por Idiana Tomazelli | Estadão Conteúdo
| Atualizada em

A receita bruta nominal do setor de serviços cresceu 2,1% em junho ante igual mês de 2014, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira, 18, em sua Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Trata-se do pior desempenho para um mês de junho em toda a série, iniciada em janeiro de 2012. Em maio de 2015, o crescimento foi de 1,1% no mesmo tipo de confronto. Com o resultado de junho, a receita bruta do setor acumula alta de 2,3% no ano. Já em 12 meses, o avanço é de 3,5%, o menor desde o início da série, que começou em janeiro de 2013 neste tipo de comparação.

A PMS foi inaugurada em agosto de 2013, com série histórica desde janeiro de 2012. A pesquisa produz índices nominais de receita bruta, desagregados por atividades e com detalhes para alguns Estados, divididos em quatro tipos principais: o índice do mês frente a igual mês do ano anterior; o índice acumulado no ano; o índice acumulado em 12 meses; e o índice base fixa, comparados à média mensal obtida em 2011.

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Ainda não há divulgação de dados com ajuste sazonal (mês contra mês imediatamente anterior), pois, segundo o IBGE, a dessazonalização requer a existência de uma série histórica de aproximadamente quatro anos.

2º trimestre

No segundo trimestre, a receita bruta nominal cresceu 1,6% em relação a igual período do ano passado. Trata-se do pior resultado já observado em toda a série da Pesquisa Mensal de Serviços, iniciada em janeiro de 2012. No primeiro trimestre deste ano, o resultado havia sido, até então, o pior da série. O avanço da receita nominal, sem descontar a inflação, foi de 2,9% em relação a igual período de 2014.

Transportes

A receita nominal de serviços de transportes cresceu 4,4% em junho ante junho de 2014. Com isso, a atividade exerceu a principal influência positiva (1,4 ponto porcentual) no resultado da pesquisa, com avanço de 2,1% no período. A segunda principal contribuição positiva partiu dos serviços profissionais, administrativos e complementares, que avançaram 5,9% na receita bruta de serviços em junho ante junho do ano passado. Os resultados não descontam o efeito da inflação no período.

Os piores desempenhos foram registrados pelo grupo outros serviços (0,4%) e pelos serviços prestados às famílias (0,0%). Já os serviços de informação e comunicação tiveram queda nominal de 1,7% na receita em junho ante igual mês de 2014, resultado muito influenciado pelos serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias (-18,1%).

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