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Taxa de desocupados na Bahia cai, mas ainda é a mais alta do país

A taxa na Bahia em 2024 ficou ainda continua sendo a mais alta dentre os demais estados

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Salvador fechou o ano de 2024 com uma taxa de desocupação de 12,8%, a menor desde 2015
Salvador fechou o ano de 2024 com uma taxa de desocupação de 12,8%, a menor desde 2015 - Foto: Reprodução

A taxa de desocupação (pessoas que não trabalham, mas estão ativamente em busca de uma oportunidade) da Bahia caiu pela terceira vez consecutiva, e foi de 10,8% no ano de 2024. Esse é o menor resultado para o estado em dez anos, desde 2014 quando tinha sido de 9,8%, sendo a segunda mais baixa nos 13 anos de série histórica da PNAD Contínua. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da queda, a taxa ainda continua sendo a mais alta dentre os demais estados. A estatística da Bahia fica empatada com a de Pernambuco (10,8%) e está bem acima do indicador nacional, que foi de 6,6%. Nos 13 anos da série histórica da PNAD Contínua Trimestral (2012 a 2024), a Bahia esteve sempre entre as quatro maiores taxas de desocupação, tendo liderado o ranking dos estados em 4 momentos: 2016, 2020, 2021 e agora em 2024.

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No 4º trimestre de 2024, o município de Salvador teve uma taxa de desocupação ligeiramente menor do que a do estado como um todo (9,7%), o que não ocorria desde antes da pandemia, no 1º trimestre de 2020. O indicador mostrou redução frente ao trimestre anterior (quando havia sido de 11,0%) e foi o menor para um 4º trimestre, no município, em 12 anos, desde 2012 (quando havia sido de 9,5%).

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Com isso, no 4º trimestre de 2024, Salvador deixou de ser a capital com a maior taxa de desocupação, posição que ocupava desde o 3º trimestre de 2023, ficando em 4º lugar, atrás de Recife (10,7%), Aracaju (10,4%) e Manaus (9,9%).

Salvador fechou o ano de 2024 com uma taxa de desocupação de 12,8%, a menor desde 2015 (12,7%), mas a mais alta entre as 27 capitais brasileiras. A Região Metropolitana de Salvador (RMS), por sua vez, sustentou, no 4º trimestre de 2024, uma taxa de desocupação mais alta do que a do estado e a da capital: 10,3%.

Também houve redução frente ao 3º trimestre (quando o indicador havia sido de 12,9%), e a taxa da RMS foi a mais baixa para um 4º trimestre em toda a série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. Assim, no último trimestre de 2024, a RM Salvador também deixou de ter a taxa de desocupação mais alta entre as 21 regiões metropolitanas investigadas pela PNAD Contínua, posto que ocupava desde o 4º trimestre de 2023. Ficou em 2º lugar abaixo da RM Recife (10,5%).

Em 2024, o indicador para a RM Salvador ficou em 13,1%, sendo a taxa de desocupação anual mais baixa desde 2013 (13,0%), mas também a mais elevada entre as regiões metropolitanas investigadas.

Mais trabalhadores

Segundo dados do IBGE, a taxa de desocupação na Bahia cedeu em razão da manutenção de dois movimentos positivos: o aumento do número de pessoas trabalhando (seja ocupações formais ou informais e pela queda no total de desocupados (quem não estava trabalhando, procurou trabalho e poderia ter assumido se tivesse encontrado).

Em um ano, o número de trabalhadores no estado cresceu 5,7%, chegando a 6,420 milhões de pessoas, o que representou mais 345 mil pessoas trabalhando, no período. Foi o quarto crescimento anual seguido da população ocupada, com aceleração frente ao aumento entre 2022 e 2023 (+0,9%).

Com isso, o número de trabalhadores no estado chegou, em 2024, ao seu recorde na série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. Além disso, na Bahia, a população desocupada (ou desempregada) seguiu em queda em 2024, recuando 15,5% frente a 2023, chegando a 779 mil pessoas, com menos 143 mil desocupados em um ano.

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alta Bahia ibge Pnad Contínua Taxa de desocupação trabalhadores

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