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MOUNJARO

Uso de canetas emagrecedoras já altera consumo em restaurantes

Pesquisa revela queda nos pedidos e nova forma de consumir à mesa

Beatriz Santos
Por
O avanço no uso de canetas emagrecedoras já começa a transformar o comportamento do consumidor
O avanço no uso de canetas emagrecedoras já começa a transformar o comportamento do consumidor -

O avanço no uso de canetas emagrecedoras já começa a transformar o comportamento do consumidor e impactar diretamente bares e restaurantes no Brasil. Dados da Abrasel mostram que seis em cada dez estabelecimentos perceberam mudanças nos pedidos.

O levantamento, realizado com 1.417 negócios, aponta que 61% registraram diminuição no consumo de pratos principais e sobremesas, além de alterações no padrão de bebidas. O cenário indica uma mudança que vai além da saúde individual e já atinge o setor de alimentação.

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Entre os principais reflexos está a busca por porções menores. Segundo a pesquisa, 64% dos estabelecimentos observaram aumento na procura por esse tipo de opção, popularmente apelidada de “Menu Mounjaro”.

Outro comportamento que ganhou força é o compartilhamento de pratos. A prática foi citada por 64% dos entrevistados, indicando uma nova dinâmica à mesa, com refeições mais divididas e menor consumo individual.

Além disso, 56% dos empresários notaram mudanças no volume de pedidos de pratos principais. No consumo de bebidas, 53% identificaram crescimento na procura por opções não alcoólicas e drinques sem álcool.

A tendência acompanha a popularização de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, que vêm sendo utilizados no controle de peso e têm alterado hábitos alimentares.

Em 2025, a importação dessas canetas emagrecedoras superou produtos como salmão, smartphones e azeite de oliva, movimentando cerca de R$ 9 bilhões, segundo dados do governo federal.

O crescimento do uso também é expressivo. Informações do Conselho Federal de Farmácia indicam que a demanda por esses tratamentos aumentou 88% entre 2024 e 2025.

Diante da expansão, a Anvisa determinou, em junho do ano passado, que a venda das canetas emagrecedoras fosse feita apenas com prescrição médica e retenção da receita nas farmácias.

O fenômeno, que começou como uma tendência na área da saúde, agora redesenha o comportamento do consumidor e já provoca efeitos concretos no setor de alimentação fora do lar.

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