COMÉRCIO
Varejo baiano tem resultado negativo e fica abaixo do nacional
Dados estão relacionados ao mês anterior e fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, do IBGE


A Bahia apresentou queda nas vendas do comércio varejista pela 2ª vez consecutiva neste mês de julho. Os índices caíram em comparação com o mês anterior (-1,6%) e o resultado ficou abaixo do nacional (1,4%). Com isso, o volume de vendas no estado ficou ainda mais distante do patamar registrado em fevereiro de 2020, no pré-pandemia (-6,6%).
Na comparação com junho de 2021, o varejo baiano seguiu em queda (-5,3%) e apresentou o 2º pior resultado do país. No primeiro semestre de 2022, o desempenho das vendas do comércio na Bahia (-4,0%) foi bastante inferior ao nacional (1,4%) e a 2ª maior queda dentre os estados.
Esse recuo foi resultado de vendas menores em 3 das 8 atividades, puxadas pelos segmentos de móveis e eletrodomésticos (-29,1%) e combustíveis e lubrificantes (-11,5%). Nos 12 meses encerrados em junho, vendas do varejo baiano acumulam a maior queda do país (-6,8%).
De acordo com os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, em junho de 2022, as vendas do comércio varejista na Bahia voltaram a cair frente ao mês anterior (-1,6%), na série com ajuste sazonal. O recuo veio após o setor ter registrado crescimento (1,4%) na passagem de abril para maio.
Com o resultado negativo, o volume de vendas na Bahia, em junho de 2022, se distanciou ainda mais do patamar registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia de Covid-19 (-6,6%, frente a -5,1% no mês anterior).
O desempenho do varejo baiano entre maio e junho (-1,6%) foi o 13º pior entre as 27 unidades da Federação. No Brasil como um todo, as vendas também caíram (-1,4%), com recuos em 23 estados. Os piores resultados ocorreram em Minas Gerais (-7,7%), Espírito Santo (-2,5%), Roraima (-2,5%) e São Paulo (-2,5%).
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, em junho o resultado das vendas do varejo na Bahia seguiu negativo (-5,3%) pelo terceiro mês consecutivo e apresentou a maior queda do país.
No Brasil como um todo, houve variação negativa (-0,3%), porém 13 unidades da Federação registraram índices positivos. As maiores altas foram verificadas em Roraima (13,3%), Alagoas (11,4%) e Mato Grosso do Sul (9,5%).
Com a retração apresentada em junho, as vendas do varejo baiano acumulam queda de 4,0% no primeiro semestre de 2022, frente ao mesmo período do ano passado. O indicador acumulado no ano se manteve negativo pelo sexto mês consecutivo e mostrou a segunda retração mais profunda dentre os estados, superior apenas à registrada em Pernambuco (-5,0%).
No Brasil como um todo, o varejo acumula aumento de 1,4% nas vendas, nos seis primeiros meses de 2022, com 18 das 27 unidades da Federação em alta, lideradas por Roraima (11,8%), Espírito Santo (8,6%) e Rio Grande do Sul (8,5%).
No acumulado nos 12 meses encerrados em junho (frente aos 12 meses anteriores), o varejo baiano também está em queda (-6,8%), com o pior resultado do país. No Brasil como um todo, o índice é de -0,9%.
Apenas nove estados apresentam resultados positivos no indicador, liderados por Espírito Santo (6,1%), Roraima (5,9%) e Mato Grosso do Sul (5,6%).