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EDUCAÇÃO EM PAUTA

Concurso Jovem Jornalista completa sete anos de protagonismo estudantil

Em 2025, a iniciativa marcou edição histórica com debate sobre crise climática

Loren Beatriz Sousa

Por Loren Beatriz Sousa

23/11/2025 - 10:11 h

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Time do Programa A TARDE Educação na premiação do CCJJ 2025, com a titular da SEC, Rowenna Brito (de laranja), e o diretor de Relações Institucionais do Grupo A TARDE, Luciano Neves (de paletó)
Time do Programa A TARDE Educação na premiação do CCJJ 2025, com a titular da SEC, Rowenna Brito (de laranja), e o diretor de Relações Institucionais do Grupo A TARDE, Luciano Neves (de paletó) -

Há sete anos, o Concurso Cultural Jovem Jornalista (CCJJ), iniciativa do Programa A TARDE Educação do Grupo A TARDE, transforma a vida de milhares de estudantes, professores, gestores e toda a comunidade escolar da Bahia. Criado para incentivar o pensamento crítico, a cidadania e o protagonismo estudantil por meio do jornalismo e da educomunicação, o concurso premia produções autorais das redes municipal e estadual do estado.

Ao longo de sua trajetória, o CCJJ já abordou temas que dialogam diretamente com os desafios do mundo contemporâneo, como: “Jovem Jornalista: um furo de notícia”; “O que é, ou deveria ser, público e privado nas redes sociais”; “Leitura saudável na era digital”; e “Sou digital, mas minha inteligência não é artificial”. Em cada edição, estudantes e professores-orientadores são convidados a explorar debates atuais e urgentes, estimulando a criatividade e a produção de conteúdo responsável por meio dos seguintes formatos:

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  • Tirinhas (Ensino Fundamental I);
  • Videorreportagem (Ensino Fundamental II);
  • Artigo de opinião (Ensino Médio);
  • Crônica, voltada para a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Em 2024, a temática “Sou digital, mas minha inteligência não é artificial” provocou reflexões sobre o uso da tecnologia, os limites da inteligência humana e os impactos da era digital no cotidiano. A repercussão dessa edição foi tão significativa para a educação baiana que o CCJJ recebeu moções de aplausos e homenagens na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e de autoridades políticas estaduais.

Este ano, o concurso ampliou ainda mais o papel formativo ao propor o tema “SOS: se a terra gritasse, o que ela diria?”. A edição fomentou a produção e investigação dos efeitos da crise climática no cotidiano por meio de narrativas que conectaram ciência, sustentabilidade, meio ambiente e responsabilidade social.

Para a coordenadora pedagógica do Programa A TARDE Educação, Márcia Firmino, o crescimento do concurso está diretamente ligado ao protagonismo juvenil e ao engajamento dos professores.

“Percebo um crescimento tanto no número de participantes quanto no interesse dos professores. Isso porque eles não apenas acompanham os alunos. À medida que participam desse processo, também se movimentam, aprendem, se renovam e se inteiram. Para os estudantes, isso é extremamente significativo. Eles se veem em um momento de visibilidade e têm a oportunidade de produzir algo que será visto não apenas pela própria turma, nem somente pela escola ou pelo município, mas em uma proporção tão ampla que já chegou até o Senado”, relatou.

Márcia Firmino
Márcia Firmino | Foto: Uendel Galter / Ag. A TARDE

Um dos momentos mais simbólicos da edição foi a premiação de um reeducando em processo de ressocialização, do Colégio Estadual Cleber Pacheco de Oliveira - Prisional, em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. Ele conquistou o 3º lugar na categoria Crônica, sendo representado pela professora-orientadora, Natália Andrade.

De acordo com Márcia, o CCJJ vai além de uma premiação. “Eu não estou preocupada com quem é o primeiro, o segundo, o terceiro colocado. O que me deixa mesmo ‘arrepiada’ é onde a educação e o Concurso Cultural Jovem Jornalista chegaram e onde alcançaram. Para mim, isso representa um marco na história, não apenas pessoal, mas do concurso. Espero que seja apenas um ponto de partida para avançarmos para muitas outras áreas que existem, que estão acontecendo, mas ainda não têm a visibilidade que merecem. Os professores estão lá, realizando um trabalho fundamental, muitas vezes sem o devido reconhecimento”.

“Por isso, acredito que este ano foi um verdadeiro divisor de águas. Desejo que essa conquista se torne uma prática recorrente e que inspire e mobilize a educação em todo o estado e nos municípios. Que todos percebam que há educação em todos os ambientes. Sabemos que a educação transforma vidas”, acrescentou.

À frente da coordenação do A TARDE Educação há nove anos, Márcia já planeja a edição de 2026. Entre as novidades, destaca-se a inclusão de mais de uma subcategoria para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), desta vez voltada especialmente para participantes com 60 anos ou mais.

“Tenho recebido muitas cobranças, inclusive de pessoas externas ao programa, que questionam por que, mesmo contemplando tantas categorias, ainda não pensamos com mais atenção nesse público que está envelhecendo, e que bom que estão envelhecendo. Enquanto programa educacional, não podemos continuar pensando apenas nas crianças e nos jovens. Precisamos, também, olhar para aqueles que já passaram dos 60 e que seguem participando, aprendendo e produzindo conhecimento. É um público que merece espaço, visibilidade e oportunidades”, destacou.

Abrangendo toda a rede estadual de ensino da Bahia e municípios parceiros, Andrea Silveira, gerente executiva do A TARDE Educação, reforçou que o CCJJ fomenta o compromisso institucional do Grupo A TARDE com a educomunicação, com a formação cidadã e com a inovação nas práticas pedagógicas.

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“O Jovem Jornalista reafirma, ano após ano, o compromisso do A TARDE Educação com uma formação que valoriza a autonomia, a sensibilidade e a capacidade investigativa dos estudantes e professores. Nosso propósito é fortalecer a relação entre educação e comunicação, além de ampliar oportunidades, promovendo experiências que impactem positivamente as escolas e os territórios baianos”, concluiu.

A cerimônia de premiação do Concurso Cultural Jovem Jornalista (CCJJ) 2025 foi realizada nesta terça-feira, 18, no Sesc Casa do Comércio, em Salvador. As três melhores duplas (aluno e professor) de cada categoria foram premiadas com notebooks, tablets e smartphones para os alunos, além de hospedagem em hotel para professores-orientadores.

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