RACHA
Após reação a filiação de Joaquim Barbosa, Aldo Rebelo é expulso do DC
Partido informou que a medida ocorre após ataques do político


O partido Democracia Cristã (DC) decidiu abrir um processo de expulsão do ex-ministro Aldo Rebelo do partido. A decisão acontece após Rebelo ter questionado a substituição de seu nome como pré-candidato à Presidência pelo do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa.
Em nota, a legenda informou que a medida ocorre após ataques do político recém-filiado contra a direção e a presidência nacional da sigla.
"Diante do esgotamento das diversas tentativas de resolução harmoniosa — frustradas pela reiterada intransigência do recém-filiado — e tendo em vista os gravíssimos fatos e provas apurados, que afrontam os valores, os princípios, os objetivos e o Estatuto do partido, a Direção Nacional do DC delibera pela abertura imediata de procedimento disciplinar contra o referido filiado. Tal medida resultará em sua expulsão sumária, com a devida comunicação de sua desfiliação à Justiça Eleitoral", disse o partido no comunicado.
Após o anúncio de Barbosa, Rebelo publicou uma nota nas redes sociais afirmando que mantém a pré-candidatura à Presidência e que a escolha do partido de lançar o ex-ministro para o Planalto é uma "afronta" a tudo que ele defende como relações políticas.
O político também fez críticas públicas ao presidente do partido, João Caldas. O ex-ministro afirmou à imprensa que Caldas demonstrava preocupação com o avanço do caso Master em Alagoas. Até o início de abril, a capital do estado era administrada pelo filho dele, João Henrique Caldas, conhecido como JHC (PSDB), e pré-candidato ao governo do estado.
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Condições
Joaquim Barbosa afirmou que pretende disputar a Presidência da República neste ano, mas que a sua candidatura depende de algumas de condições.
"Eu só seria candidato se forem preenchidas algumas condições", disse à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. Uma delas, diz, é a aprovação do eleitorado à iniciativa. "Eu precisaria sentir boa receptividade", afirma ele.
A segunda condição é ter estrutura para fazer campanha. "Caso o partido [DC] consiga estabelecer alianças com outras legendas que o permita ter tempo de TV e recursos, as condições estarão dadas", afirma o ex-ministro.


