E-commerce vai além de estar na rede

Publicado domingo, 24 de novembro de 2019 às 11:25 h | Atualizado em 24/11/2019, 11:30 | Autor: Priscila Dórea*

Já faz quase 25 anos que o e-commerce chegou ao Brasil, e cada vez mais empreendedores encontram online a oportunidade de fazer seu negócio crescer. E assim também aumentam as ideias para otimizar essa modalidade de comércio. Conceitos como marketplace e cross-docking estão entrando em cena e contribuindo para o crescente faturamento do setor, que, segundo dados da Ebit Nielsen, chegou aos R$ 133 bilhões em 2018.

Antes de tudo, é preciso estar ciente de que atuar no e-commerce vai muito além da criação de uma página na internet com fotos de seus produtos ou serviços. "É neste ponto que muitos cometem erros que podem custar caro. É preciso ficar atento ao estoque, à logística e às questões tributárias, além de investir tempo na construção de um marketing que atraia os clientes ao ambiente virtual", explica Tiago Cordeiro, professor de gestão de e-commerce na Unifacs.

As vendas irão acontecer e, por consequência, os lucros virão. Mas, assim como nas lojas físicas, é preciso 'ser visto' pelos clientes. "Por isso que hoje em dia muitos negócios estão optando pelo marketplace, principalmente os pequenos", explica Sérgio Mendonça, sócio de Roger Cruz na Digital Seller (www.digitalseller.com.br), que oferece consultoria e soluções para quem deseja criar negócios no e-commerce.

Uma grande loja online que abre espaço para que outras lojas vendam em seu site, isso é o marketplace. Em troca, é claro, de uma pequena porcentagem das vendas. "Empresas como a Amazon, Submarino, Americanas, Casas Bahia, Ponto Frio, Magazine Luiza, Dafiti, etc, já fornecem espaço para qualquer lojista interessado", conta Sérgio. Porém, para embarcar no comércio online, é preciso estar preparado para lidar com sua logística.

Investir em logística

Uma boa logística fideliza o cliente e faz o negócio crescer, e no e-commerce ela precisa ser flexível, ágil e de baixo custo. E, para fazer isso acontecer, uma das opções é o cross-docking, onde o estoque não existe e o vendedor faz o pedido das mercadorias ao fornecedor apenas quando fecha a venda com o cliente. Além do baixo investimento inicial, ele permite que o espaço físico para o negócio seja mínimo.

"É tanto uma forma de levar nossa marca para fora de Salvador quanto um ótimo negócio para os vendedores, que podem lucrar o dobro do que investem", conta Pablo Souza, diretor da Wave Watches (@wavewatches), empresa de relógios temáticos e personalizados criada em 2017, que hoje possui quiosques no Shopping Barra, Salvador Shopping e Salvador Norte Shopping.

Tentando alcançar o público fora de Salvador, além das vendas online – que correspondem a 50% do total –, a Wave Watches firma parcerias com revendedores das cidades vizinhas, onde não possuem loja física. "Eles fazem um tipo de cardápio dos nossos produtos, mostram para as pessoas interessadas e depois fazem o pedido. Vendemos os relógios para os revendedores por R$ 90 e eles conseguem até dobrar esse valor", explica Pablo.

Foco, planejamento, pontualidade e qualidade. Isso é o necessário para permanecer no e-commerce, afirma João Bosco, sócio-proprietário da TMI Tecnologia. Prestando serviços de gestão de documentos, de processos de negócios e impressão, a TMI ainda implantou este ano um serviço de soluções para vendas no e-commerce. Além, é claro, de vender produtos de informática, onde parte do estoque fica na empresa, e a outra, no fornecedor, para não precisar de um grande espaço.

"O mercado está carente de empresas que ofereçam credibilidade nas ações realizadas no mercado eletrônico de vendas de produtos e serviços. Aqueles que se posicionarem com ofertas de produtos com qualidade e respeito aos clientes nas entregas dos mesmos serão bem-sucedidas", explica João.

* Sob a supervisão da editora Cassandra Barteló

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