ENTRETENIMENTO
Gabriela Duarte critica abordagem política em entrevista com a mãe: "Sensacionalismo"
Atrizes deram entrevista sobre nova peça, mas recortes focados na visão política viralizaram


Gabriela Duarte, de 52 anos, se posicionou nas redes sociais após recortes de uma entrevista com a mãe, Regina Duarte, viralizarem. As publicações mostravam, justamente, o momento das perguntas que questionaram o posicionamento político da veterana.
No começo deste mês de agosto, as atrizes anunciaram que atuariam juntas novamente como mãe e filha no teatro, repetindo o sucesso de "Por Amor", em 1997. O assunto da entrevista à Folha de S. Paulo seria divulgar a peça, mas as artes não ficaram como tema principal.
Diante dos recortes assistidos, Gabriela se posicionou nas redes sociais no último domingo, 23. A atriz começa falando que não gostaria que o relato fosse uma resposta ao jornalista ou ao veículo de comunicação.
Gabriela critica abordagem da entrevista
"Claro que nós sabíamos que outras questões poderiam surgir, o jornalista pode e deve fazer perguntas difíceis, ainda que a abordagem tenha sido bastante deselegante nesse caso. Mas tem uma diferença entre perguntar e insistir até provocar uma reação", afirmou a atriz.
"Quando o desconforto, ele se torna mais importante que a resposta e a busca parece ser por uma frase, corte, uma manchete, aí eu acho que vale a pena perguntar o que que está acontecendo com o jornalismo?", continuou, afirmando que a entrevista deveria ter se concentrado na cultura e no reencontro das duas no teatro, mas "acabou tendo o constrangimento como protagonista".
Gabriela Duarte afirmou entender que o jornalismo deve questionar, provocar e até discordar, mas ressaltou que isso não pode comprometer a relação de confiança com o público.
"Insistir em política partidária num caderno de cultura, quando a pauta deveria ser o teatro, a arte, a trajetória", prosseguiu.
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"Se o clique vale mais que o contexto, se a repercussão vale mais que a escuta e o conflito mais que a história", critica a artista.
Por fim, Gabriela destacou a expectativa positiva para a peça ao lado da mãe e aproveitou para deixar um último alerta:"Agora é importante lembrar a imprensa: ela não precisa ser protegida das críticas, mas sim do sensacionalismo".


