ENTRETENIMENTO
Justiça condena acusados de planejar atentado em show de Taylor Swift
Jovem chora no tribunal e pega 15 anos por plano contra cantora norte-americana


A Justiça da Áustria condenou, nesta quinta-feira, 28, dois jovens acusados de planejar um atentado jihadista durante apresentações da cantora Taylor Swift em Viena, na turnê “Eras Tour”. O principal suspeito, Beran A., de 21 anos, recebeu pena de 15 anos de prisão por crimes ligados ao terrorismo.
O julgamento aconteceu em Wiener Neustadt, nos arredores da capital austríaca, e terminou após horas de deliberação do júri. Além de Beran A., Arda K., também de 21 anos, foi condenado a 12 anos de prisão. Ambos ainda podem recorrer da decisão.
Os três shows de Taylor Swift em Viena foram cancelados no verão europeu de 2024 após autoridades identificarem um suposto plano de ataque ligado ao grupo extremista Estado Islâmico (EI). Segundo o Ministério Público, os acusados integravam uma “célula terrorista do EI altamente perigosa”, que planejava executar diferentes atentados em nome da organização.
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Preso na véspera da primeira apresentação da artista, Beran A. permanece detido desde então. Durante o processo, ele se declarou culpado de todas as acusações, com exceção da cumplicidade em tentativa de homicídio.
Enquanto acompanhava a leitura da sentença, o jovem demonstrou nervosismo, olhando repetidamente em direção ao tribunal e com mãos e pernas trêmulas. Ele poderia ter sido condenado a até 20 anos de prisão.
Em suas considerações finais, os dois acusados pediram desculpas. “Só quero dizer o que sinto”, disse Beran A. ao tribunal. No depoimento prestado no mês passado, o jovem afirmou que chegou a acreditar que “tinha que fazer a jihad” ou “guerra santa”, embora tenha admitido que “tinha medo de morrer”.
Ainda segundo o réu, o estádio Ernst Happel, em Viena, havia sido escolhido como alvo do atentado durante um dos shows de Taylor Swift. Ele também detalhou ao tribunal que tentou fabricar uma bomba após receber instruções online, além de buscar orientações sobre armas em grupos de conversa e com integrantes do Estado Islâmico.
As investigações apontam ainda a participação de um terceiro austríaco, Hasan E., preso na Arábia Saudita. O Ministério Público acusa Beran A. de incentivá-lo a atacar um agente de segurança em Meca, em 2024. Hasan E. teria esfaqueado o agente e ferido outras quatro pessoas antes de ser detido. O principal réu, no entanto, nega ter incentivado o ataque.
De acordo com as autoridades, o plano contra os shows de Taylor Swift foi frustrado com apoio dos serviços de inteligência dos Estados Unidos. Na época do cancelamento das apresentações, a cantora afirmou nas redes sociais que a situação a “encheu de uma nova sensação de medo e uma culpa tremenda por todas as pessoas que tinham planejado vir a esses espetáculos”.
O caso também teve desdobramentos na Alemanha. Em 2025, um tribunal de Berlim condenou um adolescente sírio de 16 anos a 18 meses de prisão com direito a sursis por participação no complô relacionado ao atentado planejado contra os shows da artista.


