INVESTIMENTO
Biomassa coloca a Bahia no centro das expectativas mundiais de energia
Presidente da Bahiainveste, Paulo Guimarães, aponta os caminhos de investimento em energia no estado


Líder na produção de alimentos e commodity, a Bahia se viu em uma posição estratégica para avançar em mais um setor: o de energia. A temática foi debatida por representantes da área na terça-feira, 26, durante o “Indústria em Pauta: o DNA da Nova Bahia”, evento realizado pelo Grupo A TARDE, na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).
Entre os componentes que podem desbancar esse cenário, o estado avança em fontes energéticas pontuais produzidas a partir de matéria orgânica vegetal: o milho, a soja, o sorgo, a macaúba e o agave tequilana. É nessas frentes de produção que estão as maiores expectativas do mercado de energia baiano e quiçá mundial.
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Para o diretor-presidente da Bahiainveste, Paulo Guimarães, o investimento ainda continua sendo um alicerce indispensável para o setor de energia, principalmente para o combustível verde.
“A gente trabalha em articulação com todas as secretarias de Estado, para ter as melhores condições possíveis para atrair empreendimentos de economia verde para cá. É preciso que a gente tenha um arcabouço legal que garanta que esses projetos sejam incentivados e que eles sejam abraçados”, explicou ele.
Entre os principais avanços para a produção de energia verde está a política estadual de transição energética, através do Programa de Transição Energética do Estado, em parceria com o setor público e privado. Para Guimarães, entretanto, esse passo ainda deve ser acompanhado de novos fomentos, como os tecnológicos e logísticos.
“Esse arcabouço regulatório envolve todos os âmbitos da transição energética, mercado de carbono, combustíveis renováveis, mineração sustentável, etc”.
Para ele, é preciso desenvolver muito fortemente:
- educação
- tecnologias
- infraestrutura elétrica, com instalação de linhas de transmissão
- logística rodoviária e marítima
Gargalos do setor
Paulo Guimarães aponta que um dos maiores gargalos do setor de energia ainda continua sendo o escoamento da produção.
“A infraestrutura elétrica já está sendo melhorada com os leilões que o governo federal fez em 2023 e 2024, e aí, a partir de 2027, a Bahia não terá mais os gargalos de energia elétrica que tem hoje, porque vão ter linhas de transmissões aqui no oeste da Bahia, no extremo sul, que eram áreas problemáticas. No centro do Estado também, onde tem um grande potencial de eólica, isso está sendo melhorado”, continuou ele.
A logística é também um dos pontos que devem ser investidos para o setor.
“Temos o Porto da Bahiainveste, o Porto de Aratu, o antigo Porto da Ford. Queremos fazer uma parceria para o transformar num grande porto da região metropolitana. Temos o Porto Sul que vai ser envolvido também em parceria com o setor privado para ser o canal de escoamento da produção, através da FIOL [Ferrovia de Integração Oeste-Leste], além da renovação pelo Governo Federal da concessão da VLI para a ferrovia Centro Atlântica”, finalizou ele.


