LUCRO
Acordo na Libra encerra impasse do Bahia e dá R$150 milhões a Flamengo
Um novo acordo foi assinado após as discussões envolvendo Bahia, Flamengo, Palmeiras e Bragantino

A novela envolvendo o Bahia na divisão das receitas de TV na Liga do Futebol Brasileiro, a Libra, chegou a um desfecho - e o Flamengo é o grande beneficiado pela discussão. O acordo fechado entre os clubes garante ao Rubro-Negro um ganho adicional de R$ 150 milhões até 2029.
A assinatura final dos contratos deve acontecer até o fim desta semana, encerrando uma crise que se arrastava desde 2025 e que chegou a travar pagamentos da Globo.
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Pelo novo acordo, o Flamengo receberá R$ 150 milhões extras ao longo de quatro anos, cerca de R$ 37,5 milhões por temporada, com correção pelo IPCA a partir de 2027.
O valor será retirado da parcela de audiência, que corresponde a 30% do total distribuído entre os clubes dentro do modelo da Libra, sendo 40% divididos igualmente, 30% por desempenho esportivo e30% por audiência.
Foi justamente essa última fatia que gerou o conflito, com diversos clubes afirmando que estariam sendo prejudicados injustamente na divisão de valores por público televisivo.
Brecha no modelo antigo
O Flamengo questionou judicialmente o modelo ao identificar lacunas no estatuto da Libra, principalmente a ausência de definição clara sobre o peso das plataformas de transmissão e critérios incompletos na medição de audiência.
A disputa ganhou força após a chegada de Luiz Eduardo Baptista à presidência do clube, no fim de 2024, e culminou em uma liminar que travou repasses da Globo em setembro de 2025.
Novo acordo
Para encerrar o impasse, os clubes ajustaram o modelo e estabeleceram o peso de cada plataforma no contrato, sendo 60% para TV aberta, 35% para pay-per-view e 5% para TV fechada.
Com o entendimento, também serão liberados recursos que estavam retidos por conta da disputa, sendo R$ 21,1 milhões no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e R$ 13,3 milhões em conta arbitral, valores que agora poderão ser redistribuídos entre os clubes.
A medida dá segurança jurídica ao acordo e elimina a principal brecha que sustentava a disputa envolvendo Flamengo, Bahia, Palmeiras e Red Bull Bragantino.
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