ESPORTES
Baianos unidos pelo fim do jejum na Copa do Nordeste
Levando-se em consideração todos os Nordestões em suas diferentes versões, Bahia e Vitória são as equipes que mais venceram partidas e as que mais disputaram finais. Cinco para o Bahia, oito para o Vitória. A Copa do Nordeste 2017 começa hoje, com o duelo entre Náutico e Uniclinic, e se estende até 24 de maio, dia da grande final.
O Rubro-Negro ainda é absoluto no quesito títulos, com cinco. O Tricolor possui dois e está atrás do Sport, que tem três títulos em quatro finais. Em compensação, as taças do Esquadrão são justamente as das duas competições consideradas como mais importantes, em 2001 e 2002, quando o formato cresceu em tamanho e relevância e, ao invés de Copa, tornou-se Campeonato do Nordeste.
A primeira Copa do Nordeste foi em 1976, vencida pelo Vitória. A segunda, em 1994, foi conquistada pelo Sport. Essas duas primeiras versões foram torneios de 'tiro curto', disputados em cerca de um mês. A partir de 1997, o Nordestão chegou para valer, ocupando boa parte do calendário do primeiro semestre. Foi disputado até 2003, parou por divergências políticas com a CBF, retornou em uma edição no segundo semestre de 2010, parou de novo e, enfim, voltou de vez em 2013.
Agora, nesta quinta edição após o retorno, a pressão está em cima dos dois grandes clubes baianos. Isso porque os outrora 'bichos papões' só acumularam fracassos nos últimos quatro anos.
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Em 2013 e 2014, o Esquadrão sequer passou da primeira fase. O Leão até avançou, mas caiu nas quartas de final após duas goleadas para o Ceará: 4 a 1 em 2013 e 5 a 1 em 2014. Já em 2015, a dupla até foi longe, mas o Ceará (novamente ele!) derrubou o Vitória na semifinal, o Bahia na final e levou a taça. Ano passado, o Vitória não disputou o torneio, pois não obteve a classificação via Campeonato Estadual. O Bahia, por sua vez, caiu na semifinal ao levar 1 a 0 do Santa Cruz em casa.
Histórico positivo
O fraco rendimento fica ainda mais gritante ao ser contraposto com o que ocorreu nas edições de 1997 a 2010. Do total de oito, todas tiveram no mínimo Bahia ou Vitória na final. A dupla Ba-Vi ainda chegou a decidir o título entre si em três ocasiões. O Bahia levou em 2002. O Vitória, em 1997 e 1999. Sem encarar o arquirrival, o Esquadrão ergueu o troféu de 2001 ante o Sport. Já o Leão venceu o Fluminense de Feira em 2003, mas caiu para América-RN em 1998 e Sport em 2000.
Nos últimos quatro anos, o futebol baiano viu Pernambuco, seu maior adversário, conquistar dois títulos, com Sport em 2014 e Santa Cruz em 2016. Ceará, outro rival de peso, levou a taça de 2015. Até a Paraíba, estado de menor porte, faturou um troféu, com o Campinense, em 2013.
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Além da questão histórica e moral, a dupla Ba-Vi tem a estrutura atual como fator de pressão na luta pelo título. Os baianos representam dois terços dos clubes nordestinos na Série A do Campeonato Brasileiro 2017. O outro é o Sport, que, na teoria, seria o único rival à altura.
Financeiramente, eles formam o trio de ferro da região. O orçamento anual do Bahia e do Sport está na casa de R$ 90 milhões. O do Vitória fica em R$ 84 milhões. A folha salarial de cada um dos três elencos gira em R$ 3 milhões por mês. Nenhum orçamento das outras 17 equipes alcança 25% deste valor.
A dupla Ba-Vi não esconde ter o Nordestão como prioridade no primeiro semestre. O Vitória contratou 11 novos atletas, a maioria de renome. Destaque para os meias Dátolo e Cleiton Xavier, que fizeram sucesso respectivamente no Atlético-MG e no Palmeiras.
Já o Bahia, tem, entre seus nove reforços, o lateral esquerdo Armero, titular da Colômbia na Copa de 2014, e o meia argentino Allione, de boa passagem pelo Palmeiras em 2015 e 2016. O Tricolor promete mais: sedento pela taça, disse que vai poupar titulares em algumas rodadas do Campeonato Baiano para colocar foco total no Nordestão.
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Juazeirense
O 3º baiano no Nordestão é a Juazeirense, que garante que não disputará o torneio como coadjuvante. Atuando no estádio Adauto Moraes, em Juazeiro, a diretoria está confiante que o elenco montado surpreenderá. Dentre os destaques está o atacante Robert e o lateral esquerdo Ávine. O time está no Grupo C, com River-PI, Sampaio Corrêa e Sport. A estreia acontece contra os piauienses, na quinta-feira, às 20h30, em Teresina.
>> Regulamento da Competição - 1ª FaseCinco grupos com quatro clubes cada
Quem avança
Oito clubes se classificam. O 1º colocado de cada chave, mais os três melhores vices
Critérios de desempate
Por ordem: total de pontos acumulados, número de vitórias, saldo de gols e número de gols pró. Caso haja empate técnico entre os vices que impossibilite definição quanto a uma vaga, ocorrerá duelo direto de ida e volta para decidir quem passa
Mata-mata
Os times se enfrentam em partidas de ida e volta (quartas, semi e final). Quem tiver feito melhor campanha na 1ª fase terá a vantagem de fazer o jogo de volta em casa. Os confrontos das quartas serão definidos por sorteio, com os quatro times de melhor desempenho na 1ª fase de um lado da chave e os quatro piores do outro