VISIBILIDADE
BYD pode entrar na Fórmula 1 para turbinar presença global; entenda
Empresa chinesa já é a maior vendedora de veículos elétricos no mundo

A BYD estuda a possibilidade de entrar na Fórmula 1 e em outras competições de alto nível do automobilismo como uma estratégia para fortalecer sua marca globalmente. A empresa chinesa, que ultrapassou a Tesla, de Elon Musk, e se tornou a maior vendedora de veículos elétricos no mundo, espera aumentar ainda mais seu apelo no mercado internacional.
Uma possível parceria com a Fórmula 1 também poderia aumentar a visibilidade da marca nos Estados Unidos, onde a empresa ainda não vende carros, principalmente devido a tarifas elevadas e barreiras comerciais decorrentes da disputa econômica entre a China e a potência da América do Norte.
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A BYD tenta aproveitar o crescimento de popularidade da categoria mais prestigiada do automobilismo nos EUA, processo impulsionado por dois fatores principais:
- lançamento da série da Netflix “Formula 1: Drive to Survive”, em 2019
- aumento do número de corridas em território americano, que hoje sedia três circuitos (Miami, Austin, Las Vegas) , sendo o país que recebe o maior número de corridas por temporada na F1.
Processo de entrada na Fórmula 1
Apesar do interesse, os custos da Fórmula 1 são um grande desafio, já que desenvolver um carro e manter uma equipe na categoria pode exigir investimentos de até US$ 500 milhões e anos de negociações, como aconteceu com a Cadillac. A marca de luxo norte-americana estreou na categoria neste ano após a conclusão de negociações que começaram em 2023.
A demora se deu principalmente pelo fato de que a entrada de novos times costuma gerar resistência entre as equipes atuais, já que isso divide a premiação e pode reduzir o valor das equipes.
Sendo assim, a BYD analisa se vai criar sua própria equipe ou se vai adquirir participação em um time já existente, como fez a Audi, que assumiu o controle da equipe suíça Sauber. Enquanto isso, a gestora Otro Capital procura compradores para sua participação na equipe Alpine Racing, da Renault, o que pode ser a porta de entrada para a empresa chinesa.
Fórmula 1 na China
Assim como acontece nos Estados Unidos, o interesse da China pela Fórmula tem crescido nos últimos anos. Um sinal disso foi a estreia de Zhou Guanyu na categoria, em 2022, se tornando o primeiro piloto chinês da história da F1.
Pouco depois, em 2024, a categoria retomou o circuito de Xangai após cinco anos de ausência. O circuito será o palco da próxima corrida, que acontece no domingo, 15, às 4h (horário de Brasília).
Outras competições
Em meio à mudança nas competições automobilísticas, que têm adotado cada vez mais motores híbridos, a BYD analisa diferentes caminhos para além da Fórmula 1 após o rápido crescimento de suas vendas fora da China.
A empresa estuda a possibilidade de participar do Campeonato Mundial de Endurance (WEC), que inclui as tradicionais 24 Horas de Le Mans, a corrida de resistência mais prestigiada do mundo, onde são testados os limites de máquinas e pilotos durante 24 horas. O evento é considerado uma etapa chave do WEC.
Além disso, outras empresas chinesas já tiveram experiências pontuais no automobilismo: a Geely compete em campeonatos internacionais de carros de turismo por meio da equipe Cyan Racing, antiga equipe oficial da Volvo, enquanto a Nio conquistou o título de pilotos no primeiro campeonato da Fórmula E, em 2015.
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