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Cabeça preocupa Janeth mais do que o tornozelo

Agência Estado
Por Agência Estado

A dor no tornozelo direito não é problema para a veterana Janeth, que disputa seu quinto Mundial. No jogo decisivo desta quarta-feira contra a República Checa, sua maior preocupação é a cabeça. “Vou ter de adquirir confiança no decorrer do aquecimento. Dá um certo receio. Mas se tiver 30% da dor que estou sentindo, estarei bem, a confiança aumentará”, garante a jogadora, que nesta terça ficou no hotel fazendo fisioterapia.



A líder do grupo sofreu um entorse leve no jogo contra o Canadá, na segunda-feira, e saiu carregada de quadra. “Ela fez uma inversão bem leve, não existe ruptura ligamentar. Não há inchaço”, diz o médico da seleção, Carlos Eduardo Marques.



No tratamento que se iniciou ainda na quadra, Janeth fez sessões de gelo de 20 minutos a cada duas horas, tomou antiinflamatórios e fez um trabalho na piscina para despertar a sensação de equilíbrio.



O problema desse tipo de lesão é o tempo, de acordo com o médico. “Um entorse de grau 1, como a dela, a recuperação é de sete dias. E não temos esse tempo para colocá-la jogando bem. Por isso, a gente tem de trabalhar mais agressivamente e intensamente. Até o jogo ela vai evoluir bastante”, acrescenta o médico. Não foi necessário, inclusive, um exame computadorizado para diagnosticar a lesão da atleta.



Janeth diz que sentiu muita dor. Mas que ficou aliviada ao perceber que seu pé virou e voltou ao normal. “Se ele tivesse virado para um lado só, seria uma ruptura de ligamento. Daí sim, eu estaria fora da competição. Ainda bem que foi só um susto”, diz Janeth. Ainda com dor, ela acordou com o pé “bem inchado”, mas sem edema. “Isso é um bom sinal.”



Aos 37 anos, a jogadora acredita em uma rápida recuperação e ajudar o time em quadra nesta quarta-feira porque tem um excelente preparo físico. Nunca havia se machucado em uma fase decisiva. A última vez, segundo ela, foi antes dos Jogos Olímpicos de Atenas/2004, quando sentiu suas costas travarem. E conseguiu tratar ainda na primeira fase da competição. “Meu físico sempre me ajudou. Nunca tive uma lesão que pudesse me tirar de um campeonato.”



Sobre a República Checa, Janeth diz nunca ter jogado contra a seleção. “Vamos ter um jogo de movimentação, um passe a mais e um movimento extra. Decidir com mais cautela, com 19, 20 segundos, porque é uma seleção que trabalha muito a bola, marca muito”, analisa.



Para minar a força das européias, Janeth aposta em uma marcação forte para confundir as jogadoras. Além disso, acredita que se o ginásio estiver cheio , as jogadoras checas se sentirão acuadas. “Nosso público pode ajudar muito , porque a República Checa tem jogadoras novas que podem sentir esse calor, já que são frias e calculistas.”



Mesmo torcendo para entrar bem no jogo e confiante, Janeth diz que confia no plano B da equipe: a ala Micaela. “Ela está muito bem treinada. Passo confiança para ela, assim como toda a equipe. É uma jogadora rápida, versátil e isso ajuda bastante. Confiança do grupo ela vai ter, caso eu não possa jogar ou se não puder jogar 100%.”

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