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Capitão do Vitória gere time com liderança e diálogo

Moysés Suzart
Por Moysés Suzart

Zé Luis vai completar neste sábado, 20, contra o São Caetano, quatro jogos como capitão da equipe rubro-negra.

O volante do Leão garante que é uma honra utilizar a braçadeira, mas que ela não é suficiente para definir quem tem espírito de líder dentro das quatro linhas.

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“Receber a braçadeira do técnico é uma responsabilidade imensa. O capitão é o representante do time dentro de campo. Ele é responsável pelas emoções dos colegas, precisa chamar a atenção quando preciso, além de passar as informações do técnico. Eu particularmente faço isto com ou sem a faixa. Já tenho este perfil de xerife”, disse Zé Luis.

Porém, o volante de 32 anos sabe que a responsabilidade aumenta quando está com a faixa no braço.

“Capitão não pode perder a cabeça. Tem a responsabilidade de conversar com o árbitro sobre erros. Nem todo mundo sabe fazer isto. Eu sempre preferi a conversa amistosa. A maioria dos árbitros brasileiros dialogam comigo me chamando pelo nome, e vice versa. O capitão precisa fazer isto. Eu converso numa boa, cobro um pênalti quando sofremos, aponto os erros, sem perder o respeito. Não adianta peitar. Acaba expulso”, explicou.

Na Série B, em 13 jogos, Zé Luis recebeu quatro cartões amarelos. Pouco para um volante. Só Uelliton já foi suspenso três vezes. “Recebi cartão por jogada, situações do jogo. Não por reclamação”, fez questão de ressaltar o volante.

Alison - Antes do volante, Alison, machucado, era o dono da braçadeira. E seria bom o zagueiro aprender algumas coisas com o atual capitão. Em 10 jogos, Alison levou quatro cartões amarelos e um vermelho na Série B. Das advertências, dois amarelados e o vermelho foram após alguma reclamação.

Mesmo assim, Zé Luis promete devolver a função ao colega de clube. “Ainda acho que Alison é o capitão e vou devolver a braçadeira no seu retorno. Desde o começo do ano ele é o capitão e merece o posto. Com a faixa ou não, vou continuar com este espírito de liderança que tenho. Porém, também gosto quando todos fazem este papel. O time consegue se entender mais”, completou.

Sobre a comunicação com o técnico Benazzi, Zé Luis garantiu ser a melhor possível. “Benazzi está sabendo conduzir a situação. Conversa com todos e apenas cobra os nossos deveres”.

Mas esta liderança toda de Zé Luis acaba quando ele chega em casa. Dentro do lar, quem manda é Maria Luiza, de sete anos.

“Lá, não mando em nada. Quando eu chego de um jogo ela pergunta logo como foi, se perdeu, se ganhou. Me cobra sempre o triunfo. Por isso é bom nós ganharmos do São Caetano. Não estou afim de chegar com má notícia em casa”, brincou o jogador.



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