Diretor de prova da F1 criticado no último GP de 2021 deixa a FIA

A FIA também anunciou a implementação de uma "sala de controle de corrida virtual", no mesmo modelo do VAR

Publicado terça-feira, 12 de julho de 2022 às 13:42 h | Atualizado em 12/07/2022, 13:42 | Autor: AFP
Masi já tinha sido afastado em fevereiro
Masi já tinha sido afastado em fevereiro -

O diretor de prova da Fórmula 1, Michael Masi, muito criticado por suas decisões controversas no último Grande Prêmio da temporada 2021 em Abu Dhabi, que acabou com a vitória e o título do holandês Max Verstappen, decidiu deixar suas funções na Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

"A FIA confirma que Michael Masi decidiu nos deixar e retornar à Austrália para estar perto de sua família e encarar novos desafios", informou nesta terça-feira a federação em um comunicado, no qual agradece ao diretor por seu "envolvimento" em seus três anos no cargo.

Masi já tinha sido afastado em fevereiro. Em dezembro, em Abu Dhabi, ele ordenou que os retardatários entre Hamilton, líder da corrida, e Verstappen, segundo, ultrapassassem o 'safety car', que tinha entrado na pista após o acidente com a Williams do canadense Nicholas Latifi, para que houvesse a uma relargada na última volta.

Hamilton, que não tinha trocado pneus, ao contrário de Vestappen, acabou sendo ultrapassado pelo holandês da Red Bull, que venceu a prova e conquistou seu primeiro título mundial.

O britânico criticou com veemência a decisão de Masi, considerando que a corrida tinha sido "manipulada".

A Mercedes, equipe de Hamilton, alegou que o diretor não aplicou o regulamento ao pé da letra e cogitou recorrer contra o resultado, mas desistiu da ação e pediu "medidas antes do início da temporada".

Após realizar uma "análise detalhada" dos acontecimentos, a FIA anunciou em meados de fevereiro a saída de Masi da F1.

Dois diretores de prova, Niels Wittich e Eduardo Freitas, que trabalhavam em outras competições, foram nomeados para substituí-lo, alternando-se.

A FIA também anunciou a implementação de uma "sala de controle de corrida virtual", no mesmo modelo do VAR do futebol, e o fim das comunicações diretas via rádio entre chefes de equipes e o diretor de prova.

"São bons avanços", comemorou o chefe da Mercedes, Toto Wolff, após o anúncio das mudanças.

Hamilton, que disse ter "perdido um pouco da fé no sistema", também apoiou esta "primeira etapa do processo", acrescentando que espera ver "ações concretas" para estar totalmente convencido.

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