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MULTA

Dirigente cobra Vitória por pagamento de R$ 1 milhão por Cacá

O Vitória terá que arcar com os custos de usar o zagueiro Cacá contra o clube que o emprestou

Marina Branco
Por
Marcelo Paz, diretor de futebol do Corinthians
Marcelo Paz, diretor de futebol do Corinthians - Foto: Rodrigo Coca I Ag. Corinthians

A utilização do zagueiro Cacá pelo Vitória no confronto contra o Corinthians, no último sábado, 18, gerou novas cobranças ao clube, e vai custar caro ao Rubro-Negro. Mesmo diante de cláusula contratual que previa restrição, o Leão optou por escalar o defensor e, com isso, terá que desembolsar R$ 1 milhão pela sua utilização.

A cobrança foi feita publicamente por Marcelo Paz, diretor de futebol do Corinthians, que reforçou que a condição já estava previamente estabelecida no contrato de empréstimo.

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"O contrato era muito claro de que se o Cacá fosse escalado tem que pagar um milhão de reais. Foi previamente acordado entre as duas equipes. O Vitória optou por escalar o Cacá", afirmou o dirigente.

"Foi uma opção. Escalou, vai ter que pagar um milhão de reais. Isso aí é normal, contrato. O contrato é para ser cumprido", completou.

Nos bastidores, o clube baiano chegou a tentar alternativas para viabilizar sua presença em campo sem o custo imediato, incluindo uma proposta de antecipação da compra do atleta, avaliada em cerca de R$ 15 milhões.

Ainda assim, não houve acordo: "O Vitória propôs (comprar Cacá), mas o Corinthians não aceitou. O que está em contrato tem que ser cumprido".

Renegociação

Antes da partida, houve uma tentativa do Vitória de renegociar os termos do acordo, buscando flexibilizar a cláusula que exige o pagamento da multa. A investida, no entanto, foi recusada pelo Corinthians, que manteve posição firme em relação ao cumprimento integral do contrato.

"O que foi acordado precisava ser cumprido. Não houve mudança", destacou o dirigente. Dessa forma, mesmo ciente do impacto financeiro, o clube baiano decidiu manter Cacá entre os titulares.

Segundo Paz, a escolha foi exclusivamente técnica, sem qualquer tipo de concessão por parte do time paulista. "O contrato é objetivo. Se jogar, paga. Foi uma condição aceita desde o início", resumiu.

Plano de compra

Emprestado ao Vitória até o fim de 2026, Cacá possui uma cláusula específica para jogos contra o Corinthians, que prevê o pagamento da multa a cada partida disputada diante do clube de origem. Além disso, o acordo entre as partes inclui condições já estabelecidas para uma eventual compra definitiva ao término do vínculo.

O defensor pertence ao Corinthians desde 2025, quando foi adquirido junto ao Tokushima Vortis, do Japão, por cerca de US$ 4 milhões (aproximadamente R$ 24 milhões na época), por 80% dos direitos econômicos.

Mesmo com o impasse recente, o Vitória mantém o planejamento de adquirir o jogador em definitivo. A diretoria entende que a negociação segue dentro dos termos contratuais e considera Cacá uma peça importante no elenco, mesmo diante do custo adicional em situações como a do último confronto.

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Cacá corinthians Esporte Clube Bahia

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